REGRAS DE ALIMENTAÇÃO EM XEQUE

STF analisará ação contra novas regras do vale-alimentação e vale-refeição

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).
Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF.

Associação questiona decreto que altera funcionamento de empresas do setor e pede suspensão imediata. Ministro relator solicitou informações ao Planalto.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará, a partir de sexta-feira, 22/05/2026, uma ação que contesta novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7962) contra o Decreto 12.712/2025, emitido pelo governo federal. O motivo principal é que, segundo a entidade, as mudanças impostas criam obrigações sem base em lei aprovada pelo Congresso Nacional, impactando diretamente a operação de empresas que fornecem vale-alimentação e vale-refeição.

O cerne da controvérsia reside na exigência do chamado “arranjo aberto” para empresas que prestam serviços a mais de 500 mil trabalhadores. Este modelo permite que diversas operadoras atuem em diferentes etapas, desde a emissão de cartões até o credenciamento de estabelecimentos. A ABBT também expressa preocupação com a limitação das taxas cobradas pelas operadoras e a redução do prazo para repasse de valores aos comércios. A entidade argumenta que tais medidas podem desestabilizar contratos já existentes, prejudicar o equilíbrio financeiro do setor e gerar incerteza no funcionamento do programa, que é fundamental para a dignidade alimentar de inúmeros trabalhadores.

Na ação protocolada no STF, a associação solicita uma medida cautelar para suspender imediatamente a aplicação das novas regras. Em análise de mérito, a ABBT pede o reconhecimento da inconstitucionalidade do decreto e a manutenção do direito das empresas de escolherem seus modelos operacionais, sem que o Executivo estabeleça tabelamento de preços.

O caso está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A magistrada já solicitou informações ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e determinou o envio do processo para manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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