JUSTIÇA EM AÇÃO
SSP-PI prende empresária por tortura de doméstica grávida
A empresária Carolina Sthela é suspeita de agredir fisicamente e ameaçar de morte uma jovem de 19 anos, que está grávida de seis meses. Ela foi alvo de mandado de prisão preventiva por crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Superintendência de Operações Integradas, da Diretoria de Inteligência e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, prendeu, nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, a empresária Carolina Sthela, de 36 anos, no bairro São Cristóvão, zona leste de Teresina. A ação cumpre um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão, que investiga a empresária por crimes graves de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
A prisão de Carolina Sthela representa um passo crucial na busca por justiça para a vítima. A empresária é suspeita de agredir brutalmente uma doméstica de 19 anos, que está grávida de seis meses. Este caso chocante ressalta a vulnerabilidade de muitos trabalhadores e a importância da proteção à dignidade humana.
O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, Matheus Zanatta, explicou que a prisão foi resultado de uma troca eficiente de informações entre as forças de segurança do Maranhão e do Piauí. “A Polícia Civil do Maranhão realizava o cumprimento de mandados judiciais em São Luís, incluindo o dessa empresária, mas ela não foi encontrada. Após contato com nossas equipes, levantamentos confirmaram que ela estava em Teresina, e conseguimos efetuar a prisão”, detalhou Zanatta, destacando a agilidade na resposta das autoridades.
A empresária foi levada para a sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, onde permanece sob custódia, à disposição da Justiça. A prisão preventiva não é uma decisão definitiva, mas um instrumento legal para garantir a investigação e o processo judicial, assegurando que ela não interfira na apuração dos fatos ou fuja da aplicação da lei.
Entenda a crueldade do caso
As graves acusações remontam ao dia 17 de abril, quando a empresária teria acusado a doméstica de furtar um anel. Segundo as denúncias, o que se seguiu foi uma sessão de agressões e humilhações. O delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, Maranhão, relatou ao Metrópoles que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos teria forçado a funcionária Samara Regina a se ajoelhar, agredindo-a com a ajuda de um comparsa ainda não identificado. “[Eles] começaram a arrastar a empregada pelos cabelos para o interior da casa. Eu colhi as declarações da vítima, e ela, em nenhum momento, vacila na narrativa dela”, enfatizou Wanderley, reforçando a credibilidade do depoimento da jovem.
Áudios revelam detalhes chocantes das agressões
As investigações trouxeram à tona áudios perturbadores, nos quais a própria empresária narra as agressões em um grupo de amigos no WhatsApp. Nas gravações, Carolina Sthela detalha que contou com o auxílio de um amigo armado, que teria forçado a vítima a se ajoelhar e inserido a arma na boca da funcionária grávida. “Ele puxou a bicha [arma] e botou na cabeça dela. Pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha (arma) e botou na boca dela”, descreveu a patroa, em tom de frieza.
Após relatar as agressões com requintes de crueldade, Carolina Sthela ironizou a situação: “A Carol dos velhos tempos voltou assim: florescendo. Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada”. Em um momento ainda mais chocante, a empresária expressou: “Não era nem para [ela] ter saído viva”, revelando a intenção de causar um mal ainda maior.
As gravações também indicam que uma viatura da Polícia Militar (PM) chegou a abordar o grupo no dia do crime. Contudo, a empresária alegou ter sido liberada por um policial que a conhecia, que teria alertado: “Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas”. Este detalhe levanta questões sobre a conduta das autoridades no momento inicial da ocorrência, demandando maior apuração.
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