INVESTIGAÇÃO SENSÍVEL
Sóstenes Cavalcante convoca diretor da PF sobre caso INSS
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, protocolou convite a Andrei Rodrigues para debater a mudança de coordenação em inquérito que envolve fraudes contra aposentados.
Um convite formal ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi protocolado pelo líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. O objetivo é obter esclarecimentos urgentes sobre a controversa mudança na coordenação do inquérito que apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um caso que impacta diretamente a dignidade de milhares de aposentados e pensionistas.
O requerimento aguarda análise da Comissão de Segurança Pública da Casa ainda nesta semana. Em declaração ao Poder360, o parlamentar criticou a decisão, traçando um paralelo com as reações a alterações na PF durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele questionou a disparidade de tratamento, indagando: "Quando foi o Bolsonaro, a imprensa caiu matando e o STF não permitiu. Já o Lula, pode tudo?".
A mudança sob questionamento transferiu a condução do caso do delegado Guilherme Figueiredo Silva, então à frente da DPrev (Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários), para a Cinq (Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores). Este último é o grupo da PF encarregado de investigar políticos com foro especial perante o Supremo Tribunal Federal (STF).
Mudança no Caso INSS
A alteração na coordenação do inquérito provocou forte repercussão no Congresso e no STF. O motivo central é que uma das frentes de investigação alcança Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esta transferência de responsabilidade ocorre em um momento delicado: durante o processo de delação premiada do empresário Maurício Camisotti. Ele é apontado como um dos principais arquitetos do esquema criminoso, atuando ao lado de Camilo Antunos, popularmente conhecido como o "Careca do INSS", que, por sua vez, ainda não formalizou acordo de colaboração com as autoridades. A Polícia Federal, por meio de sua assessoria, defende que a mudança tem caráter puramente administrativo, assegurando que os delegados originalmente envolvidos nas investigações foram mantidos na equipe. A Operação Sem Desconto desvenda um esquema complexo de fraudes em descontos associativos. Estes abatimentos são aplicados indevidamente sobre os benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, atingindo, em grande parte, pessoas de baixa renda. A investigação mira entidades e indivíduos suspeitos de orquestrar essas cobranças irregulares, lesando a dignidade e o sustento de cidadãos vulneráveis.Gostou desta notícia?
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