MAIO ROXO ALERTA
Sociedade Brasileira de Coloproctologia intensifica alerta sobre DIIs
Campanha Maio Roxo conscientiza sobre diagnóstico precoce e tratamento, impactando 0,1% da população.
A Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições renovam, neste domingo, 17 de maio de 2026, seu alerta crucial para a saúde intestinal da população ao promoverem o Maio Roxo. Esta campanha nacional visa conscientizar sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como Crohn e retocolite ulcerativa, e reforçar a vital importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Com cerca de 0,1% da população brasileira afetada, o Maio Roxo busca não só dar visibilidade a estas condições crônicas, mas também impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes, oferecendo a esperança de um manejo eficaz e dignidade frente à doença.
As inflamações intestinais, muitas vezes sem causa definida inicialmente, podem ser desencadeadas pelo próprio organismo. Condições como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que afetam milhares de brasileiros, podem surgir em qualquer fase da vida, embora sejam mais prevalentes em adultos jovens (20 a 30 anos) e idosos (60 a 70 anos).
A médica Mariane Savio, integrante da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, concedeu entrevista ao programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional Amazônia, e enfatizou a importância de identificar e diferenciar os sintomas com o suporte de um especialista. “É muito importante procurar um especialista. Às vezes os sintomas podem passar batidos, e a doença progredir. Então, diarreia persistente, principalmente por mais de quatro semanas, mais de um mês, merece investigação, dor abdominal que esteja incomodando também merece uma visita ao médico, emagrecimento, anemia, tudo isso tem que ser investigado”, detalhou Savio, ressaltando o impacto desses sinais na rotina e bem-estar do paciente.
Diagnóstico Preciso: O Caminho para o Alívio
Uma vez que os sintomas de alerta são identificados, a médica Mariane Savio explica a necessidade de buscar um especialista para exames complementares que confirmem o diagnóstico. A colonoscopia é o exame mais comum, mas também são utilizadas técnicas de imagem como tomografia, ressonância e ultrassom, especialmente quando a doença acomete o intestino delgado ou fino.
Savio recomenda que pacientes procurem um coloproctologista ou um gastroenterologista, esclarecendo como cada DII age no corpo. “A doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, causando desde aftas orais, acometimento do intestino fino, do intestino grosso e, no ânus, fístulas e fissuras. Já a retocolite ulcerativa atinge apenas o reto e o cólon, afetando mais a mucosa, enquanto a doença de Crohn abrange toda a parede do intestino.”
Apesar de muitos tratamentos serem eficazes para ambas as doenças, alguns medicamentos são específicos. Mariane Savio aponta que a maior barreira para um diagnóstico precoce e, consequentemente, para o alívio do sofrimento, ainda reside no acesso a especialistas e exames. “A gente sabe que tem muitos locais com filas de mais de um ano para fazer colonoscopia, um exame que poderia dar o diagnóstico a um paciente, e que às vezes acaba perdendo o que a gente chama de ‘janela de oportunidade’. Nesse momento é que o tratamento vai ser mais eficaz, na fase inicial da doença”, lamenta a médica, evidenciando o custo humano da demora.
Tratamento e Prevenção: Esperança no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte fundamental aos pacientes com DIIs, dispondo de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, além do fornecimento de medicamentos. Em casos mais severos, pode ser necessária a utilização de uma bolsa de colostomia, um dispositivo essencial para a gestão da condição e para preservar a dignidade do indivíduo.
Com a crescente incidência global das DIIs, fatores de risco como estresse, dietas ricas em alimentos ultraprocessados e tabagismo estão sob análise. A médica indica que o controle desses elementos pode diminuir significativamente o risco de desenvolvimento das doenças, promovendo uma vida mais saudável e longeva.
Na ausência de um especialista, Mariane Savio orienta que o paciente procure um médico da atenção primária. Esta medida assegura que o diagnóstico e o início do tratamento ocorram o mais rápido possível, evitando complicações e garantindo uma melhor qualidade de vida.
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