LOGÍSTICA E TRANSPORTE
Sintrocern descarta greve de caminhoneiros e mantém tranquilidade no RN
Enquanto mobilizações ocorrem em outros estados, o Rio Grande do Norte segue com atividades normais após acordo coletivo recente.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern) descartou a adesão do estado a qualquer paralisação da categoria, garantindo a normalidade no transporte rodoviário local nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A decisão foi tomada pela entidade para assegurar a continuidade do abastecimento e das operações logísticas, fundamentada na estabilidade proporcionada por uma convenção coletiva recentemente firmada.
A definição, reafirmada pelo presidente do Sintrocern, Edson Negrão, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, reflete um momento de equilíbrio nas relações trabalhistas no Rio Grande do Norte. Diferente do cenário nacional, o sindicato potiguar obteve avanços significativos na mesa de negociações, o que desmobilizou qualquer necessidade de protestos ou interrupções das atividades essenciais.
“Atingimos nossos objetivos com um percentual bem superior ao que o patronal estava oferecendo. Conseguimos trazer a penosidade para o ajudante, garantir plano de saúde. Enfim, todos os benefícios que já tem a convenção foram garantidos com um bom percentual e mais um auxílio de medicamento”, afirmou Edson Negrão. O impacto direto dessas conquistas é a manutenção do poder de compra e a proteção social dos profissionais, fatores cruciais para a dignidade da categoria.
Enquanto o Rio Grande do Norte permanece operante, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) apoia uma mobilização em outros estados brasileiros. O movimento nacional busca pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, pela votação imediata da Medida Provisória (MP) nº 1.343. Esta medida propõe a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
Até o momento, registros de pontos de parada foram notificados em localidades como o Porto de Santos (SP), Luziânia (GO), Goiânia (GO), Volta Redonda (RJ), Salvador (BA) e o Terminal de Petróleo de Ribeirão Preto (SP). A MP nº 1.343 segue como o ponto central das reivindicações nacionais, visando maior transparência e o cumprimento rigoroso dos pisos salariais e de fretes em todo o território nacional.
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