VETO DECISIVO
Senado rejeita Messias; Governo descarta 'caça às bruxas'
Com 42 votos contrários, a Casa barra a indicação de Jorge Messias ao STF. O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, nega retaliações e defende uma nova nomeação antes das eleições.
O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, com 42 votos contrários e 34 favoráveis. A decisão, que frustra os planos do Palácio do Planalto de nomear o Advogado-Geral da União para a Suprema Corte, desencadeia um novo cenário político. O líder do Governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), assegurou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, que a Casa Civil não promoverá qualquer "caça às bruxas" em retaliação à votação.
Para o senador Randolfe Rodrigues, não é apropriado "fazer caça às bruxas" independentemente do resultado, pois "isso não faz parte do jogo democrático". Ele enfatiza a importância de aceitar o veredito do Senado Federal, respeitando o trâmite da democracia que define a composição de uma das instituições mais importantes do país.
A votação, ocorrida na noite da última quarta-feira, 29 de abril de 2026, pôs fim a um impasse de cinco meses que envolvia a indicação de Messias pelo Palácio do Planalto. A rejeição de um nome para a Suprema Corte, embora seja parte do processo democrático, carrega um peso significativo para o Governo e para a imagem institucional do indicado, além de deixar em aberto uma cadeira crucial para a balança de poder e a interpretação das leis, influenciando diretamente a vida dos cidadãos brasileiros.
Em diálogo com o Palácio do Planalto, Randolfe Rodrigues afirmou que o encontro entre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o indicado, na noite anterior, tinha como propósito prestar solidariedade ao Advogado-Geral da União. Essa postura demonstra a intenção do Governo de manter o diálogo e evitar polarizações excessivas, mesmo diante de uma derrota política.
"Eu defendo que sim. É atribuição do Presidente da República. Não tem por que ser depois das eleições. Eu defendo, obviamente, o julgamento e a decisão é do presidente Lula, mas eu defendo que o presidente use de suas atribuições para encaminhar para cá, para o Congresso Nacional, um indicado ou uma indicada", declarou Randolfe Rodrigues sobre uma nova indicação para o STF.
O parlamentar, no entanto, ainda não conversou com o Presidente Lula sobre um novo nome para a Suprema Corte.
Novo indicado para o STF
Paralelamente, parlamentares ouvidos pela CNN indicam que o senador De Alcolumbre tem expressado que não faria mais sentido apreciar um nome apontado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de seis meses das eleições. Esse posicionamento adiciona uma camada de complexidade à escolha do próximo ministro ou ministra.
Fontes de lideranças bolsonaristas afirmam que a direita foi responsável por 30 dos 42 votos contrários a Messias no plenário. Segundo essas mesmas fontes, Alcolumbre atuou diretamente para angariar outros 12 votos, demonstrando a articulação política por trás da rejeição.
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