DECISÃO CRUCIAL
Segunda Turma do STF forma maioria para manter prisão de pai e primo de Vorcaro
Ministro Luiz Fux acompanha relator e vota pela manutenção das prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, envolvidos em investigação sobre fraudes financeiras no Banco Master.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro Luiz Fux votou neste sábado, 23 de maio de 2026, pela manutenção das detenções, acompanhando o relator do caso, ministro André Mendonça. A decisão, que impacta diretamente a liberdade dos investigados, é um passo significativo na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.
O julgamento, que ocorria em plenário virtual, foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Mendonça havia votado na sexta-feira, 22 de maio de 2026, pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo para término. A decisão de Fux solidifica o placar parcial em 2 a 0 pela manutenção das prisões. Faltam os votos de Nunes Marques e Dias Toffoli, este último declarado impedido.
Henrique e Felipe Vorcaro foram presos em desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. A Polícia Federal aponta que Henrique atuou como operador financeiro e beneficiário de uma estrutura criminosa responsável por pagamentos e obtenção de dados sigilosos, com repasses mensais estimados em R$ 400 mil. Felipe é investigado por participação em operações financeiras ilícitas e lavagem de dinheiro, incluindo movimentações relacionadas à Green Investimentos.
Na fundamentação de seu voto, o ministro André Mendonça destacou “fortes indícios” da participação dos investigados em uma estrutura criminosa com relevante impacto social. O relator avaliou que a liberdade deles poderia comprometer as investigações e a aplicação da lei penal, citando ainda supostas tentativas de ocultação patrimonial e dissimulação de bens. As defesas dos investigados negam as irregularidades apontadas pela PF.
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