SAÚDE INFANTIL GARANTE
Secretaria Municipal de Saúde de Natal amplia oferta de Teste de Provocação Oral para APLV
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal implementou o Teste de Provocação Oral (TPO) no Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto. A iniciativa visa confirmar ou descartar casos complexos de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) em crianças, oferecendo mais segurança e agilidade no diagnóstico e tratamento.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal ampliou o acesso ao diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) com a oferta do Teste de Provocação Oral (TPO) em ambiente hospitalar. A decisão foi tomada pela SMS e o procedimento passa a ser realizado no Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto, com o objetivo de confirmar ou excluir casos mais complexos da condição. Esta medida é crucial para assegurar um diagnóstico preciso e agilizar o tratamento para crianças que sofrem com essa condição, impactando diretamente na dignidade e bem-estar dos pequenos e suas famílias.
A secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde (SAD/AIS), Sandra Raíssa Fernandes, destacou que a iniciativa representa um avanço significativo na rede municipal de saúde voltado ao cuidado infantil. "Essa é uma ação pioneira no município. O teste já era realizado por meio de serviços pactuados, mas agora passa a integrar também a nossa própria rede, garantindo mais acesso, agilidade e segurança no acompanhamento dessas crianças", afirmou. A humanização do atendimento se reflete na garantia de um processo mais seguro e acessível, reduzindo a angústia das famílias.
Segundo o médico gastropediatra Renilson Rodrigues Silva, responsável técnico pelo Programa APLV, o procedimento hospitalar é indicado para situações que demandam maior monitoramento clínico, dado o risco de reações importantes. Embora em muitas situações o teste possa ser feito em casa com orientação médica, o ambiente hospitalar oferece a segurança necessária para observar a criança continuamente e agir prontamente diante de qualquer manifestação adversa.
Durante o TPO, a criança recebe doses graduais de leite de vaca, administradas a cada 15 minutos, por cerca de uma hora, sempre sob supervisão de uma equipe de saúde. Caso surja alguma reação, um parecer é emitido, permitindo a inclusão da criança no Programa APLV e o acesso às Fórmulas Infantis Especiais, essenciais para sua nutrição e desenvolvimento.
O encaminhamento para o teste inicia na unidade de saúde mais próxima. Após avaliação médica e confirmação da suspeita de APLV, a criança é direcionada a um gastropediatra da rede municipal, que determinará a necessidade e o local do exame com base nos sintomas. O acompanhamento é contínuo, com reavaliações periódicas entre seis meses e um ano, para monitorar a evolução clínica e a adaptação ao tratamento nutricional.
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