EMISSORA DEFENDE APRESENTADOR

SBT defende Ratinho na Justiça e nega transfobia em falas contra Erika Hilton

Erika Hilton e Ratinho
Erika Hilton e Ratinho

Em contestação judicial, o SBT argumenta que declarações de Ratinho sobre Erika Hilton em programa de entretenimento não se configuram como conteúdo jornalístico e que não houve incentivo à discriminação.

O SBT apresentou sua defesa à Justiça nesta terça-feira, 09/06/2026, na ação movida pela deputada federal Erika Hilton. A parlamentar busca o direito de resposta após declarações feitas pelo apresentador Ratinho sobre sua escolha para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A emissora argumenta que as falas não podem ser enquadradas como conteúdo jornalístico e que não houve incentivo à discriminação.

Na contestação protocolada, o SBT sustenta que o pedido de direito de resposta deve ser rejeitado, pois a legislação aplicável se restringe a conteúdos jornalísticos, como reportagens e notícias, e não a opiniões de apresentadores em programas de entretenimento. Segundo a emissora, as declarações de Ratinho representaram uma manifestação pessoal de pensamento.

Erika Hilton e Ratinho
Erika Hilton e Ratinho

A defesa do SBT também aponta que Erika Hilton não apresentou o texto que pretende divulgar como resposta, um requisito legal para esse tipo de ação. A emissora afirma ainda que não houve incentivo à discriminação, hostilidade ou violência contra a parlamentar, defendendo que os comentários ocorreram dentro de um debate político e de interesse público, focado em divergências ideológicas e não na dignidade da deputada.

Outro ponto levantado pela emissora é que o direito de resposta visa equilibrar desproporções de alcance entre veículos de comunicação e indivíduos. O SBT argumenta que esse cenário não se aplica ao caso, considerando a projeção nacional de Erika Hilton e sua ampla presença nas redes sociais.

A ação judicial foi motivada pela deputada após ela afirmar que as declarações do apresentador tiveram caráter discriminatório. Na ocasião, Erika Hilton também criticou a resposta institucional do SBT, alegando que a emissora não tomou medidas efetivas para reparar os danos causados pelas falas. O processo segue em tramitação, aguardando análise da Justiça sobre os argumentos apresentados.

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