MORTE EM BRIGA

Sargento da PM é liberado após atirar e matar homem em Campo Grande durante briga entre crianças

Retrato do sargento da Polícia Militar Wellington Sacramento dos Santos.
Sargento da PM Wellington Sacramento dos Santos

O policial militar Wellington Sacramento dos Santos alegou legítima defesa após uma discussão entre crianças escalar e envolver os adultos. Ele foi liberado após depoimento. A investigação segue.

Um sargento da Polícia Militar foi liberado após atirar e matar Fábio Ferreira da Silva, na noite de sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O incidente ocorreu durante uma briga entre crianças que, segundo relatos, evoluiu para uma discussão entre os adultos responsáveis. O corpo de Fábio Ferreira da Silva está sendo velado nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, no Cemitério de Campo Grande. A confusão começou na Praça Rosária Trotta, quando a discussão iniciada entre crianças escalou e envolveu os pais. Fábio Ferreira da Silva, que assistia ao jogo do Brasil com um amigo, foi morto após tentar intervir na situação. Ele foi atingido por disparos efetuados pelo sargento Wellington Sacramento dos Santos, que estava no local com a esposa e netos. Segundo testemunhas, o sargento empurrou um adolescente e questionou a presença de seu pai, aumentando a tensão. Fábio Ferreira da Silva teria tentado acalmar os ânimos, mas foi alvejado pelo policial. A versão do sargento, apresentada na delegacia, indica que ele foi agredido por dois homens após a discussão inicial e agiu em legítima defesa ao efetuar os disparos contra Fábio, que avançava em sua direção. Ele também afirmou ter dado uma coronhada em Wanderson Soares da Silva, pai de uma das crianças, que o teria segurado pelo pescoço. Fábio Ferreira da Silva chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Rocha Faria, mas não resistiu aos ferimentos. Wanderson Soares da Silva também foi atendido no mesmo hospital por um ferimento na cabeça e liberado. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso, que foi transferido para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O sargento Wellington Sacramento dos Santos apresentou-se à delegacia e prestou depoimento. A Polícia Civil informou que ele não foi preso em flagrante por não serem identificados os requisitos legais necessários para tal, e que ele alegou ter sido agredido pelas vítimas. A Corregedoria Interna da Polícia Militar também abriu um inquérito para investigar o episódio. Imagens de câmeras de segurança da região foram recolhidas e devem auxiliar na elucidação dos fatos.

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