PERIGO NO AR
Santa Inês: Linha de pipa fere estudante e reforça fiscalização
Acidente com jovem de 17 anos no domingo, 17 de maio de 2026, em via movimentada. Lei estadual combate uso de cerol.
Uma estudante de 17 anos sofreu um grave ferimento no pescoço, na tarde de domingo, 17 de maio de 2026, após ser atingida por uma linha de pipa enquanto estava na garupa de uma motocicleta na Avenida Patativa, no Parque Santa Cruz, em Santa Inês. O incidente, que trouxe momentos de pavor para a jovem, reforça o alerta sobre os perigos do uso de linhas cortantes e a urgência na fiscalização da Lei 11.821/2022 do Maranhão, que proíbe a comercialização de cerol e linhas chilenas.
A jovem estava a caminho da casa de uma amiga quando, subitamente, sentiu a linha enroscar em seu pescoço. Ela conseguiu parar a moto, mas a força da linha continuou a puxar, causando um corte profundo.
“Foi agoniante, eu consegui ver no retrovisor da moto a linha me cortando”, relatou a estudante, revivendo o momento de angústia.
Após o susto, os pais da amiga da vítima prestaram os primeiros socorros, limpando o ferimento. Em seguida, a estudante e seu pai foram até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, buscando justiça e maior segurança para a comunidade. A polícia informou que intensificará o patrulhamento na área para prevenir novos acidentes.
A adolescente destacou que a região é conhecida pela prática de empinar pipas, sendo frequentada por crianças e adultos, mantendo-se movimentada ao longo do dia. “Desde crianças até pais de família. Lá é lotado de gente o tempo todo”, alertou.
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Lei proíbe venda e fabricação de cerol e 'linhas chilenas' no Maranhão
No Maranhão, a Lei 11.821, de 12 de setembro de 2022, estabelece uma multa significativa, de até R$ 5 mil, para quem desrespeitar a Lei 11.344/2020. Esta legislação proíbe a comercialização de cerol (substância com vidro moído e cola), da linha chilena (com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio) e de qualquer outro produto cortante usado na prática de empinar pipas.
O Programa Estadual de Proteção do Consumidor (Procon-MA) atua como o principal órgão fiscalizador da venda desses materiais perigosos. As sanções aplicáveis estão fundamentadas no Código de Defesa do Consumidor, conforme a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, assegurando que os infratores sejam devidamente responsabilizados e que a segurança pública seja priorizada.
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