ABUSO EM AMBULÂNCIA
Santa Casa de Duartina exonera motorista por importunação sexual
Paciente denuncia assédio na madrugada da quarta-feira, 13 de maio de 2026; Polícia Civil investiga o caso em SP.
A Santa Casa de Duartina, no interior paulista, exonerou um funcionário na quinta-feira, 14 de maio de 2026, após uma paciente de 42 anos denunciar ter sido vítima de importunação sexual dentro de uma ambulância da instituição. O motorista, agora afastado, é investigado pela Polícia Civil, que apura a conduta e o estado de vulnerabilidade da mulher, impactando profundamente a confiança no transporte médico e na dignidade do indivíduo.
A vítima, que havia acionado o pronto-socorro da unidade após passar mal, relatou o assédio durante o trajeto de volta para casa, na madrugada da quarta-feira, 13 de maio de 2026, depois de receber atendimento médico.
O boletim de ocorrência detalha que o motorista teria tocado nas pernas e nos seios da paciente, a beijado no rosto e proferido comentários de cunho sexual. A mulher afirmou que estava sob efeito de medicação e, mesmo debilitada, conseguiu expressar diversas vezes seu desejo de apenas retornar para casa.
Em um ato de coragem e perspicácia em meio à sua vulnerabilidade, a paciente conseguiu gravar vídeos e áudios do ocorrido. As imagens mostram o motorista com a mão na perna dela. Nos áudios, ele insiste em abraços e beijos, mesmo diante das negativas claras da mulher.
Em um dos trechos registrados, o agressor afirma que a paciente "merecia um abraço" e pede autorização para parar o veículo. A vítima, visivelmente incomodada, responde apenas pedindo para ser levada para casa.
A paciente só compreendeu a gravidade da situação ao acordar horas depois, após chegar em casa por volta das 2h da manhã. Imediatamente, ela procurou a polícia para registrar a denúncia.
A Santa Casa de Duartina, ao tomar conhecimento do caso, agiu prontamente, afastando o funcionário logo após a denúncia e procedendo à sua exoneração no dia seguinte, 14 de maio de 2026.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar os fatos. O delegado aguarda a ficha médica da paciente para verificar os medicamentos administrados e seu real estado de vulnerabilidade no momento da ocorrência. Esta informação é crucial, pois, a depender da conclusão dos laudos, o crime poderá ser reclassificado de importunação sexual para estupro de vulnerável, uma pena muito mais severa.
A defesa do motorista nega as acusações e informou que ele se manifestará no decorrer do inquérito policial, que segue em andamento. A decisão sobre a classificação final do crime ainda não é definitiva.
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