CRÍTICA POLÍTICA ACIRRADA
Ronaldo Caiado critica conduta de Luiz Inácio Lula da Silva sobre investigação de Lulinha
O candidato à Presidência da República condenou a postura do governo em meio à apuração da PF sobre tráfico de influência e corrupção envolvendo o filho do presidente.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), questionou publicamente a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente às investigações que miram seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A manifestação ocorreu na quinta-feira (30), após o STF determinar o início das apurações sobre possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Saúde.
A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, busca esclarecer se Lulinha utilizou acesso privilegiado para influenciar processos de comercialização de cannabis medicinal. O inquérito foi solicitado no dia 24 e concentrado nas mãos de Mendonça, que também conduz apurações sobre desvios no INSS envolvendo o mesmo investigado.
Para o candidato à Presidência da República, a situação reflete uma gestão que prioriza a proteção de aliados em detrimento da ética pública. “É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”, afirmou Ronaldo Caiado em suas redes sociais, destacando o impacto negativo que o uso de influência política causa à integridade das instituições brasileiras.
Em resposta à pressão pública, Luiz Inácio Lula da Silva declarou, durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. na quinta-feira (30), que não haverá privilégios para seu filho no curso das investigações. Segundo o mandatário, o caso deve seguir os trâmites legais como qualquer outro cidadão, assegurando que não interferirá no trabalho dos delegados ou do Poder Judiciário.
O debate ganha contornos eleitorais à medida que Ronaldo Caiado utiliza o episódio para se posicionar como a principal alternativa de direita na corrida pelo Palácio do Planalto. O ex-governador de Goiás aproveitou a oportunidade para contrapor sua candidatura à de Flávio Bolsonaro, argumentando que sua competitividade contra o atual presidente seria superior em um eventual segundo turno.
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