CRÍTICA À GESTÃO

Marina critica gestão de Tarcísio e questiona privatização da Sabesp

Marina Silva concedendo entrevista ao portal Metrópoles.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, em entrevista ao Metrópoles.

Candidata ao Senado aponta risco da lógica do lucro na crise hídrica e cobra postura do governador diante de tarifaço americano.

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado, Marina, manifestou preocupação com a atual pauta ambiental paulista e os efeitos da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), ocorrida sob a administração do governador Tarcísio de Freitas. O posicionamento foi concedido em entrevista ao Metrópoles, em São Paulo.

Marina argumenta que a privatização da estatal, concretizada em 2024 após a entrada da Equatorial Participações e Investimentos, priorizou dividendos em detrimento do atendimento à população. Segundo a ex-ministra, a lógica do lucro agrava a crise hídrica que assola a região desde 2014, resultando em restrições no fornecimento de água que afetam diretamente a rotina das famílias, com cortes noturnos implementados desde agosto de 2025.

Defensora de um Estado mobilizador, Marina reforçou que certas responsabilidades públicas não devem ser delegadas integralmente à iniciativa privada. A proposta de revisão dos contratos firmados pela gestão Tarcísio de Freitas é um dos pilares da chapa de Fernando Haddad, do PT, que integra a candidatura da ex-ministra ao Senado.

Em paralelo, a candidata criticou a postura de Tarcísio frente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Após a sobretaxa de 25% afetar setores estratégicos como calçados, etanol e autopeças, Marina questionou a omissão do governador paulista diante da possível perda de US$ 3 bilhões, conforme dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Para mitigar os impactos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no último dia 22, uma Medida Provisória (MP) destinando R$ 18,5 bilhões ao plano Brasil Soberano. A medida visa amparar empresas brasileiras atingidas pelas sanções americanas.

Ao abordar as recentes declarações do presidente argentino Javier Milei durante convenção do PL, Marina classificou a postura do mandatário estrangeiro como um ataque às instituições brasileiras. Apesar das tensões políticas, o chanceler argentino Pablo Quirno descartou, na última quarta-feira (29/7), qualquer ruptura nas relações diplomáticas entre Brasil e Argentina.

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