ESTRATÉGIA POLÊMICA
PL retoma uso de vídeos de Jair Bolsonaro em convenção
Sigla exibiu gravação de Jair Messias Bolsonaro durante evento em Santa Catarina, mesmo sob escrutínio de Alexandre de Moraes após uso de IA.
O PL (Partido Liberal) voltou a utilizar uma gravação de Jair Messias Bolsonaro durante a convenção que lançou, no sábado (1º), as candidaturas da sigla em Santa Catarina. O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência da República, e ocorreu enquanto a legenda enfrenta questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O material audiovisual exibido uniu áudios e imagens antigas do ex-presidente, além de registros de Jair Bolsonaro em campo aberto. A utilização de inteligência artificial na nova peça ainda não foi confirmada. A insistência no uso de imagens do ex-líder do Executivo acontece na esteira de uma investigação aberta após o partido ter exibido, em 25 de julho, um vídeo gerado por IA com a figura de Jair Bolsonaro, o que motivou a atenção de Alexandre de Moraes sobre possíveis desrespeitos à legislação eleitoral.
Durante o evento em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro discursou ao lado dos irmãos, Carlos e Renan, manifestando frustração pela impossibilidade de comunicação direta com o pai. Em tom crítico à atuação do STF, o candidato afirmou que a legenda buscará a normalidade democrática e a liberação de Jair Bolsonaro, além de defender pautas como a redução da maioridade penal para 14 anos e reformas tributárias.
Em resposta aos questionamentos do Judiciário sobre o uso prévio de IA, a defesa de Jair Bolsonaro informou a Alexandre de Moraes que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem naquela ocasião. Flávio Bolsonaro reforçou em declarações públicas que o pai não possuía conhecimento prévio da exibição, reiterando que a legenda entende a estratégia como legal.
O cenário eleitoral segue marcado pela atuação do ministro Alexandre de Moraes, que também solicitou à Procuradoria-Geral Eleitoral a análise de uma carta lida por Flávio Bolsonaro, sob suspeita de propaganda eleitoral antecipada. Embora tenha deixado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho de 2024, o magistrado mantém relevância no processo devido à relatoria de inquéritos que envolvem figuras centrais do PL e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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