DESPERDÍCIO DE ÁGUA É ALARMANTE
Rio Grande do Norte entre estados com alto desperdício de água tratada, revela levantamento
Índice do Rio Grande do Norte supera a média nacional; mais de 40% da água tratada se perde antes de chegar às residências em 16 estados brasileiros. Meta é reduzir perdas para 25% até 2033.
O Rio Grande do Norte se encontra entre os estados brasileiros que registram expressivos índices de perda de água tratada durante a distribuição. Em determinados sistemas, o desperdício chega a exceder metade do volume produzido, conforme aponta um levantamento do Instituto Trata Brasil, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA), com ano-base 2024. Nesta segunda-feira, 15/06/2026, dados revelam que o percentual no Estado alcançou 47,06%, posicionando-o acima da média nacional e em um grupo que exige atenção especial. Embora o índice não figure entre os piores do país, a pesquisa sinaliza a necessidade urgente de investimentos para conter o desperdício e aprimorar a eficiência dos sistemas de abastecimento.
Em âmbito nacional, a média de perdas na distribuição de água tratada atinge 39,53%. Esse cenário significa que aproximadamente quatro de cada dez litros de água que passam pelo tratamento não chegam ao consumidor final. O índice abrange fatores críticos como vazamentos na rede de distribuição, falhas nos equipamentos de medição e a existência de ligações clandestinas.
Situação crítica no país
O estudo do Instituto Trata Brasil evidencia que 16 estados brasileiros perdem mais de 40% da água tratada antes que ela alcance as residências da população, com uma concentração maior de perdas nas regiões Norte e Nordeste. Alagoas lidera com 66,90%, seguida por Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%), todos ultrapassando a marca de 55% de perdas na distribuição.
Estados com índices mais favoráveis
Na outra extremidade do levantamento, o Piauí se destaca como o único estado a atender à meta estabelecida pela Portaria 788/2024, registrando um índice de perdas de 24,61%. Goiás figura em seguida, com 27,13%, também próximo ao limite considerado adequado para a eficiência no saneamento.
Impactos e metas futuras
A redução das perdas de água representa um impacto direto na sustentabilidade financeira dos sistemas de saneamento e pode se refletir no custo final do serviço para o consumidor. A meta nacional estabelecida é de diminuir o índice de perdas para 25% até o ano de 2033. Para alcançar este objetivo, o Instituto Trata Brasil reforça a necessidade de aumentar significativamente os investimentos em infraestrutura hídrica, manutenção preventiva das redes e a implementação de tecnologias de controle de vazamentos.
A entidade também impulsiona a iniciativa “Voto no Saneamento”, uma plataforma que visa intensificar o debate sobre a importância do saneamento básico, especialmente no período eleitoral, e encorajar que candidatos e partidos incluam propostas concretas em seus planos de governo.
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