PROTEÇÃO AMBIENTAL RECORD

Alertas de desmatamento na Amazônia atingem o menor nível da história do Inpe

Gráfico ou visualização de dados sobre a queda do desmatamento na Amazônia segundo o Inpe
Alertas de desmatamento na Amazônia atingem o menor índice da série histórica do Inpe, iniciada em 2015 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O sistema Deter registrou queda de 36,9% na devastação da floresta entre agosto de 2025 e julho de 2026. Ação conjunta de fiscalização impulsiona os resultados.

Os alertas de desmatamento na Amazônia recuaram para o menor índice desde o início da série histórica do Inpe, consolidando um marco positivo para a preservação ambiental. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (7), revelando os dados compilados pelo sistema Deter.

O levantamento compreende o ciclo definido pelos pesquisadores como ano-desmatamento, que se estende de agosto de 2025 até julho de 2026. Nesse período, a Amazônia registrou uma redução de 36,9% na área sob destruição, totalizando 2.874 km². Este dado representa a menor marca observada desde que a contagem atual foi iniciada, em 2015, trazendo um fôlego renovado para a integridade do bioma e a proteção da biodiversidade local.

No Cerrado, o cenário também apresenta melhora, embora com uma variação menos acentuada. O índice de desmatamento caiu 7,8% em relação ao período anterior, alcançando 5.119 km². Trata-se do menor índice registrado na região desde o ciclo 2021-2022.

Para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, os números são reflexo direto de uma fiscalização mais incisiva e de parcerias estratégicas firmadas com prefeituras em municípios que anteriormente lideravam os rankings de degradação.

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, ressalta que o aprimoramento do sistema Deter B permitirá um controle cada vez mais rigoroso. A expectativa é que a tecnologia possibilite monitorar não apenas as grandes extensões de desmate, mas também ocorrências de menores dimensões com alta precisão.

Reforçando essa estratégia, Claudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento BiomasBR/Inpe, destaca a integração de inteligência artificial e o aumento na frota de satélites como diferenciais para uma resposta mais ágil contra o desmatamento. Os indicadores do Deter funcionam como um termômetro da tendência nacional, servindo como antecipação da taxa oficial que será publicada pelo Governo em novembro.

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