EXPANSÃO IMOBILIÁRIA VERTICAL
Mercado imobiliário de Natal registra salto de 78% nas vendas
Capital potiguar consolida valorização de 17% no metro quadrado enquanto Região Metropolitana enfrenta queda na comercialização de unidades.
O mercado imobiliário vertical de Natal consolidou um cenário de forte expansão no último ano, impulsionado por um crescimento de 78% no volume de vendas e uma valorização de 17% no preço médio do metro quadrado. Os dados, revelados pela Brain Inteligência de Mercado em pesquisa encomendada pelo Sinduscon-RN e pelo Sebrae-RN, oferecem um raio-x do desempenho do setor nos 12 meses encerrados em junho de 2026.
No período analisado, a capital potiguar comercializou 1.720 unidades verticais, um avanço significativo em comparação às 967 unidades vendidas no ciclo anterior. Este dinamismo reflete não apenas o interesse de compradores por moradia própria, mas também a confiança de investidores na cidade. O Valor Geral de Vendas (VGV) na capital acompanhou essa tendência, atingindo R$ 931 milhões, ante R$ 671 milhões do ano anterior, após ajustes pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI).
A valorização imobiliária ficou evidente no segundo trimestre de 2026, com o preço do metro quadrado alcançando R$ 9.780. Entre os bairros monitorados, Petrópolis lidera o ranking de preços, seguido por Tirol e Ponta Negra, enquanto Pajuçara apresenta os valores mais acessíveis, evidenciando a diversidade do mercado local.
Contudo, o desempenho de Natal contrasta com a realidade da Região Metropolitana, que registrou retração de 47% nas vendas de imóveis verticais e queda nos lançamentos. Para Marcelo Toscano, diretor de Operações do Sebrae-RN, o monitoramento técnico desses indicadores é fundamental para que pequenos e médios negócios do setor possam ajustar suas estratégias diante de um mercado que exige planejamento constante.
Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sinduscon-RN, aponta que o dinamismo da capital abre portas para novos investimentos, ainda que variáveis como custos de construção e taxas de juros permaneçam no radar. Embora a capital viva um ciclo positivo, Ramos ressalta que a disparidade frente à Região Metropolitana exige um olhar atento para a criação de políticas que estimulem o desenvolvimento regional de forma equilibrada.
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