GESTÃO E PRESERVAÇÃO

Escassez hídrica no Seridó do Estado exige cautela com o consumo

Vista panorâmica do açude Dourado com baixo nível de água.
Vista do açude Dourado. Foto: Divulgação/Caern

A Caern monitora os níveis críticos dos açudes Dourado e Gargalheiras enquanto planeja estratégias de racionamento para Currais Novos.

A chegada do segundo semestre no semiárido potiguar traz o desafio habitual das temperaturas elevadas e da ausência de chuvas, exigindo um esforço coletivo para a preservação das reservas hídricas. A responsabilidade com o uso racional da água torna-se urgente durante este período de estiagem, marcado pela falta de precipitações e pela consequente interrupção na recarga dos mananciais que abastecem a região.

O Seridó do Estado enfrenta a situação mais delicada, com reservatórios operando em volumes reduzidos. Em Currais Novos, o abastecimento é sustentado pelo açude Dourado (30%) e pelo Gargalheiras (70%). Devido ao nível crítico do Dourado, a Caern projeta a manutenção de sua operação apenas até o final de agosto. Na segunda-feira (24/08), a companhia realizou intervenções emergenciais na rede, com a suspensão temporária do fornecimento e previsão de normalização em até 72 horas.

Para mitigar o impacto da escassez, a Caern intensificou ações operacionais, que incluem o combate rigoroso a fraudes e melhorias estruturais em reservatórios urbanos e rurais. Diante do cenário, a população de Currais Novos deve se preparar para a implementação de um sistema de rodízio previsto para setembro.

A Economia começa em casa

Embora a água seja um elemento indissociável das atividades diárias — da higiene pessoal à manutenção dos lares — a conscientização sobre sua finitude é a ferramenta mais eficaz para garantir a segurança hídrica. Pequenas mudanças de hábito, como reduzir o tempo de banho, fechar a torneira ao escovar os dentes e consertar vazamentos internos, geram um impacto coletivo significativo.

O monitoramento do hidrômetro e a verificação atenta da conta de água são práticas recomendadas para identificar variações atípicas no consumo. Além da preservação ambiental, o uso responsável reflete diretamente na economia doméstica, protegendo o orçamento das famílias e garantindo a sustentabilidade dos recursos disponíveis para toda a comunidade.

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