ALERTA DE RISCO

Restrições orçamentárias da Anac ameaçam segurança aérea, alerta TCU

Sede da Anac com símbolo da agência.
Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pode ter seu trabalho de fiscalização comprometido.

Tribunal de Contas da União aponta que cortes contínuos no orçamento da agência podem comprometer a manutenção dos altos índices de segurança aeronáutica brasileira.

O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta sobre o impacto das restrições orçamentárias na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Corte avalia que a redução de verbas ameaça a continuidade dos avanços conquistados na segurança aeronáutica do Brasil. A conclusão é fruto de uma auditoria detalhada sobre o desempenho da agência em áreas cruciais, como aeronavegabilidade e a adoção de recomendações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Apesar de reconhecer a eficácia da Anac em suas funções regulatórias e de fiscalização, mantendo o sistema aéreo brasileiro em conformidade com padrões internacionais, o TCU identificou um risco real na diminuição contínua do orçamento. O relatório aponta que o valor destinado à Anac em 2025 representa apenas um terço do montante corrigido de 2013, podendo afetar a fiscalização, a certificação de novas tecnologias e a capacitação de servidores.

A auditoria, no entanto, não encontrou indícios de irregularidades nas áreas analisadas. O documento ressaltou o reconhecimento internacional do Brasil, que atingiu 100% de conformidade na área de aeronavegabilidade e 99,35% na investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). Esses índices posicionam o sistema regulatório nacional entre os mais bem avaliados globalmente.

Outro ponto positivo destacado foi a implementação do modelo de Vigilância Baseada em Risco pela Anac, que otimiza recursos ao focar em áreas mais sensíveis. A agência também demonstrou compromisso com a prevenção de acidentes, cumprindo 93,23% das recomendações do Cenipa entre 2018 e 2022, um indicativo da busca contínua por melhorias na segurança operacional.

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