EBOLA BATE RECORDE

República Democrática do Congo registra maior número de casos de Ebola em um mês na África

Representação gráfica de casos de Ebola em um mapa da África.
O surto de Ebola na República Democrática do Congo é o que mais casos registrou em um mês na história da África.

Surto na República Democrática do Congo acumula mais casos em 30 dias do que qualquer outra epidemia na África, alerta OMS. Vírus circulava há meses antes de ser detectado.

O surto de Ebola na República Democrática do Congo registrou o maior número de casos confirmados em um único mês desde o início de qualquer epidemia na África. A informação foi divulgada por um alto funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 23 de junho de 2026.

O atual surto, focado na região de Bundibugyo, já infectou mais de mil pessoas e causou 267 mortes. Especialistas apontam que o vírus já estava circulando há meses na região antes de ser oficialmente declarado em 15 de maio. Essa detecção tardia contribuiu para a rápida expansão da doença.

“Precisamos ampliar a resposta para acompanhar a expansão do surto, e isso já está começando a acontecer”, declarou Abdirahman Mahamud, representante da OMS, durante a coletiva em Genebra, após retornar de Bunia, o epicentro da epidemia. A declaração reforça a urgência em conter a disseminação do vírus e proteger as populações mais vulneráveis.

O impacto na dignidade humana é profundo, especialmente considerando que casos de Ebola foram relatados em pelo menos três campos superlotados de deslocados internos no leste da República Democrática do Congo. Abdoulaye Wone, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), informou que pelo menos 25 casos foram confirmados nesses locais, resultando em 14 mortes. A situação nesses campos, já marcada pela precariedade, agrava a vulnerabilidade dos residentes.

Os surtos anteriores de Ebola na África Ocidental, entre 2014 e 2016, nas nações de Guiné, Serra Leoa e Libéria, deixaram um rastro de 11 mil mortos. Um surto menos letal ocorreu na República Democrática do Congo em 2018. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a África Subsaariana já enfrentou mais de 20 surtos da doença ao longo de sua história.

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