POLÍTICA E BEM-ESTAR

Renan Santos garante permanência do Bolsa Família com foco em empregabilidade

Renan Santos discursando durante agenda política em Campo Grande
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), em Campo Grande (MS) — Foto: Rafaela Moreira/TV Morena

Candidato propõe criação de frentes de trabalho para beneficiários e critica polarização política nacional.

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) assumiu o compromisso de preservar o Bolsa Família, assegurando que o auxílio será mantido para as camadas mais vulneráveis da população. A declaração foi feita nesta quinta-feira (23), durante compromissos de agenda política em Campo Grande, MS, visando clarificar diretrizes após questionamentos sobre o plano de governo proposto pelo partido.

A estratégia central defendida por Renan é a criação de mecanismos que funcionem como “portas de saída” da assistência social, integrando beneficiários ao mercado de trabalho formal ou a frentes de emprego remunerado. A proposta prevê que o Estado atue em conjunto com governos estaduais e municipais para oferecer alternativas de renda baseadas em atividades de utilidade pública.

Esta nova abordagem detalhada na terça-feira (21) sugere que cidadãos em idade economicamente ativa, conforme critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seriam incentivados a transitar da transferência direta de renda para programas de capacitação e serviço comunitário.

Ao abordar a sustentabilidade do projeto, o candidato enfatizou que a manutenção do auxílio deve ser pautada pela responsabilidade fiscal, citando a necessidade de aliviar a carga sobre o contribuinte. "O Bolsa Família vai ser mantido, especialmente para as pessoas que precisam de verdade. A diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem", justificou Renan.

Além da agenda social, o candidato discutiu a segurança pública em Mato Grosso do Sul. Renan destacou que o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira será prioridade, criticando os impactos do tráfico de drogas na região. O político também aproveitou a ocasião para criticar a condução do debate político por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), classificando a atual polarização como um prejuízo ao amadurecimento democrático do país.

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