MERCADO DE FUTEBOL

Reforma tributária freia atração de investidores estrangeiros ao futebol no Brasil

Advogado Rodrigo Monteiro de Castro discute o mercado de SAFs no Brasil.
Rodrigo Monteiro de Castro em entrevista ao programa CNN Esportes S/A.

O advogado Rodrigo Monteiro de Castro aponta que a instabilidade fiscal afasta grandes players globais das SAFs brasileiras.

A consolidação do Brasil como um dos mercados mais valiosos do futebol mundial enfrenta um entrave crítico: a falta de previsibilidade tributária para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Em entrevista ao CNN Esportes S/A no último domingo (9), o advogado Rodrigo Monteiro de Castro analisou como o aumento na carga fiscal compromete a chegada de capital estrangeiro ao país.

O especialista destacou que a mudança na tributação, que fixou a alíquota em 6% após intensas negociações, gerou incertezas para os investidores. Enquanto clubes da Europa, como o Manchester City e o Paris Saint-Germain, alcançaram o topo do futebol global impulsionados por aportes financeiros robustos e estabilidade, o cenário brasileiro ainda patina na retenção de grandes grupos.

Segundo Monteiro de Castro, os investidores internacionais demonstram interesse pelo potencial brasileiro, mas optam pela cautela. Com exceção de casos pontuais como a Red Bull e o Grupo City, os grandes protagonistas do esporte mundial seguem reticentes em expandir seus negócios para o Brasil. A segurança jurídica é apontada como a peça-chave para transformar esse cenário.

Para o setor, a transição para o modelo de SAFs exige um ambiente de negócios onde as regras não sejam alteradas com frequência. A expectativa é que, ao oferecer um cenário de maior solidez, o país consiga finalmente atrair os investimentos necessários para equiparar o futebol nacional às maiores potências do planeta.

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