REFORMA DO JUDICIÁRIO

Reforma do Judiciário: STF recebe 87 propostas de modernização e transparência

Fachada do STF em Brasília
STF libera parte dos penduricalhos vetados pelo próprio tribunal. Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Grupo de trabalho analisa sugestões que incluem mandatos para ministros, controle de decisões individuais e novas regras para o uso de IA na Justiça.

Um grupo constituído pelo STF para discutir a reforma do Judiciário recebeu 87 propostas de diversos órgãos e entidades da sociedade civil. As sugestões visam modernizar o sistema e aumentar a transparência institucional, respondendo a demandas históricas por maior eficiência e controle na Corte.

Entre os pontos de maior relevância, destacam-se a limitação de decisões individuais, a adoção de mandatos para ministros do STF — com variações entre 10 e 12 anos — e o estabelecimento de prazos mais rígidos para a análise de processos. O objetivo é assegurar que o cidadão receba respostas mais céleres, reduzindo a morosidade que ainda afeta áreas críticas como a previdenciária.

A governança tecnológica também ocupa lugar central no debate. Em meio aos desafios digitais, diversas instituições propuseram um marco para a utilização de IA no Judiciário, com foco na supervisão humana obrigatória. A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDRP-USP), por exemplo, sugere elevar a proibição de decisões totalmente automatizadas ao nível constitucional ou por meio da Lei Complementar 35/1979, garantindo que a função decisória permaneça atrelada ao magistrado.

Outras propostas incluem a criação de um código de ética, ajustes nas competências do Supremo para restringir a atuação penal e a instituição de um teto remuneratório efetivo. Sobre a questão ética, a ministra Cármen Lúcia atua como relatora, embora o avanço do tema esteja condicionado ao cenário político após as eleições de outubro, com possibilidade de adiamento para 2027.

As sugestões serão analisadas a partir de setembro por um grupo de 19 especialistas, incluindo juristas e magistrados. O relatório final, previsto para o fim do ano, busca atualizar as diretrizes do Poder Judiciário, cuja última reforma de grande escala ocorreu em 2004.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário