DROGA NO COMBATE
Receita Federal e PRF apreendem 20 toneladas de produto químico para refinar cocaína em Corumbá
A carga apreendida na sexta-feira, 12/06/2026, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, era suficiente para produzir cerca de 40 toneladas de cocaína. O material estava em uma carreta sem documentação fiscal.
A Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila, um insumo essencial para a produção de cocaína, em Corumbá, município localizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. A operação ocorreu na tarde de quinta-feira, 11 de junho de 2026.
A substância apreendida teria o potencial de ser utilizada para a fabricação de cerca de 40 toneladas de cloridrato de cocaína, considerando as proporções usuais empregadas por organizações criminosas. Essa informação foi confirmada pelos órgãos que executaram a ação.
O material era transportado em uma carreta que não possuía a documentação fiscal exigida nem as autorizações necessárias para o trânsito de cargas perigosas. O motorista e o veículo foram imediatamente encaminhados à Polícia Federal, que assumiu a condução das investigações sobre o caso. Não há informação sobre a possibilidade de recurso nesta fase.
O acetato de etila é um solvente crucial no refino da pasta base para a obtenção do cloridrato de cocaína, sua forma mais pura. O manejo e transporte deste composto químico requerem controle e licenças específicas emitidas por autoridades competentes, visando evitar seu desvio para atividades ilícitas.
Esta significativa apreensão foi o desfecho de uma operação coordenada de inteligência entre a Receita Federal e a PRF, focada na repressão ao tráfico internacional de drogas na estratégica região de fronteira.
A Polícia Federal agora concentrará seus esforços em desvendar a origem e o destino da carga apreendida, além de investigar qualquer conexão com esquemas de tráfico internacional. O caso ressalta a importância do controle rigoroso de substâncias químicas e o impacto direto dessas ações na segurança pública e na dignidade das comunidades afetadas pelo narcotráfico.
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