BASTA DE PRECONCEITO
Ratinho é alvo de nova denúncia por homofobia após comentário no SBT
Presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo exige responsabilização e defende a dignidade da comunidade, marcando a terceira ação contra o apresentador.
O deputado estadual suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, Agripino Magalhães Júnior, anunciou nesta quinta-feira, 07/05/2026, que ajuizará uma denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo contra o apresentador Ratinho, do SBT. A medida busca responsabilizar o comunicador por um novo comentário considerado homofóbico feito em seu programa de televisão, reiterando a importância de coibir discursos de ódio que ferem a dignidade da comunidade e de cada indivíduo.
Durante a exibição, Ratinho proferiu a seguinte declaração que gerou indignação: “Quando eu vejo dois homens se beijando, eu já fico preocupado: ele já saiu do mercado e levou mais um. É porque é muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso, porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha isso”. Essa fala, para muitos, desrespeita a vivência e a existência da população LGBTQIAPN+.
Para Agripino Magalhães Júnior, essa responsabilização é fundamental para impedir a normalização de práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia e o preconceito. “Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia e o preconceito. Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, afirmou o deputado, sublinhando o impacto real de tais palavras na segurança e no bem-estar das pessoas.
Ele ainda criticou a postura da emissora: “Me admira muito o SBT assistir tudo e não tomar nenhuma providência. Enquanto não for preso, continuará achando que pode tudo”, disparou Agripino sobre Ratinho. Esta não é a primeira vez que o deputado denuncia o apresentador por falas tidas como homofóbicas, marcando a terceira ação contra o comunicador em defesa dos direitos e da dignidade da comunidade LGBTQIAPN+.
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