COMBATE À VIOLÊNCIA

Projeto de Robério Negreiros propõe tornozeleira rosa para agressores no DF

Dispositivo eletrônico de cor rosa em destaque para monitoramento de agressores
Projeto do deputado Robério Negreiros propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Proposta na CLDF visa agilizar a identificação de agressores monitorados por ordem judicial, reforçando a rede de proteção às mulheres.

Uma proposta apresentada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo deputado distrital Robério Negreiros (Podemos) busca implementar o uso de tornozeleiras eletrônicas de cor rosa para monitorar agressores de mulheres, conforme decisão da Justiça. A medida, protocolada em 14 de julho de 2026, visa fortalecer a segurança das vítimas e otimizar o trabalho das forças policiais ao permitir a identificação visual imediata dos infratores em abordagens de rotina, dispensando consultas prévias a sistemas digitais.

A iniciativa pretende atuar diretamente na prevenção da reincidência em casos de violência doméstica, familiar e sexual, estendendo-se também a crimes de perseguição e violência vicária. Segundo Robério Negreiros, o objetivo não é criar uma nova política, mas qualificar o monitoramento existente, conferindo maior eficácia à proteção da mulher e maior agilidade à atuação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF).

A urgência da pauta é respaldada por estatísticas preocupantes. Dados da SSP-DF apontam que o DF registrou 28 feminicídios em 2025, o que representa um aumento de 27% em relação ao ano anterior, além de 131 tentativas. A tendência de alta persiste, com sete feminicídios e 20 tentativas contabilizados apenas no primeiro trimestre de 2026.

Quanto aos trâmites legais, o projeto determina que a implementação ficará a cargo do Governo do Distrito Federal (GDF), condicionada à disponibilidade orçamentária. A decisão final sobre o uso do dispositivo continuará sob análise do Poder Judiciário, sendo facultado ao juiz dispensar o equipamento em situações específicas, desde que a medida seja devidamente fundamentada. A proposta impõe ainda ao GDF o envio anual de relatórios de monitoramento à CLDF.

Atualmente, o texto tramita pelas comissões da Câmara Legislativa e ainda aguarda deliberação em plenário antes de seguir para sanção. Cabe recurso durante o processo legislativo, e a aprovação dependerá da análise de constitucionalidade e mérito nas etapas subsequentes.

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