FIM DO ACAMPAMENTO

Professores da rede municipal de Natal encerram acampamento no Palácio Felipe Camarão

Manifestação de professores em frente ao Palácio Felipe Camarão em Natal.
Professores da rede municipal de Natal acampados diante do Palácio Felipe Camarão.

A decisão foi tomada após a promessa de uma reunião com a vereadora Nina Souza. A categoria, em greve desde 6 de agosto, mantém a paralisação mesmo após ordem judicial.

Professores e educadores da rede municipal de ensino de Natal encerraram o acampamento montado em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura do Natal, na quinta-feira (20). A decisão, que marca uma nova fase nas manifestações da categoria, ocorreu como um gesto estratégico para abrir portas ao diálogo sobre reivindicações históricas de valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho.

A desmobilização foi motivada pela confirmação de que uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) será recebida pela vereadora Nina Souza (PL). O encontro está agendado para esta sexta-feira (21), na Câmara Municipal, e representa a esperança de estabelecer um canal direto de negociação com a administração do prefeito Paulinho Freire (União).

A tensão atingiu seu ápice quando manifestantes ocuparam o prédio da Prefeitura, exigindo um posicionamento da gestão municipal. O Sinte-RN busca, há quase dois anos, discutir pautas essenciais como isonomia salarial, carreira única e a estrutura dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Para as famílias, o impacto da paralisação reflete na rotina de cuidado e aprendizado das crianças, um ponto central que também tem pautado a disputa jurídica em curso.

Apesar da liminar concedida pelo desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que determinou a suspensão da greve em 14 de agosto sob pena de multa diária de R$ 10 mil, os profissionais decidiram pela manutenção do movimento em assembleia realizada na segunda-feira (17). A assessoria jurídica do sindicato sustenta que, embora a ordem de retorno às salas de aula exista, a ilegalidade da greve ainda não foi declarada, e a entidade se responsabiliza pelo enfrentamento judicial.

Nesta sexta-feira (21), o foco da mobilização migra para o Poder Legislativo municipal, onde a categoria se concentrará a partir das 9h30 para acompanhar o desenrolar das negociações com a parlamentar. O impasse, que perdura desde o início do mês, segue sob os olhares da sociedade e do sistema de Justiça estadual.

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