GREVE NA CATEGORIA
Bancários articulam paralisação nacional de 24 horas para quinta-feira
Trabalhadores protestam contra o congelamento de salários e alterações em planos de saúde. Decisão final sobre a mobilização ocorre após rodada de reuniões.
A categoria bancária planeja uma paralisação de 24 horas para a próxima quinta-feira (20/8), conforme indicado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pelo Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. O movimento busca pressionar as instituições financeiras diante de impasses em negociações salariais e benefícios.
Na Caixa, instituição responsável pela gestão de políticas públicas essenciais como o Bolsa Família e o FGTS, o descontentamento central gira em torno de alterações no plano de saúde. Um servidor relatou ao Metrópoles que a nova estrutura de cobrança elevará o custo mensal para uma família padrão de R$ 598 para R$ 1.025, um reajuste superior a 70%.
Antonio Abdan, diretor do sindicato, detalhou o impacto das medidas propostas pelas instituições: “A proposta transfere ainda mais custos para os trabalhadores, elevando a contribuição mensal de 3,5% para 5,5%, aumentando significativamente os valores cobrados dos dependentes e dobrando o teto de participação do empregado, de 7% para 14%”.
Em redes internas, funcionários expressaram frustração com a gestão do benefício. Uma colaboradora questionou, em comentário registrado na segunda-feira (17/8), a viabilidade administrativa do plano oferecido pela instituição.
A possível paralisação tem abrangência nacional e, segundo o Sindicato dos Bancários, reflete a insatisfação com a tentativa das instituições de congelar o piso salarial e implementar faixas remuneratórias baseadas em critérios de produtividade. O Comando Nacional dos Bancários promoveu, na segunda-feira (17/8), uma série de encontros, incluindo uma plenária realizada na Galeria dos Estados, no Setor Bancário Sul, em Brasília, para discutir a viabilidade do indicativo de greve. Uma definição definitiva está prevista para ocorrer nesta terça-feira (18/8).
A reportagem solicitou posicionamentos à Caixa e à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e aguarda retorno para atualização deste conteúdo.
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