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Procuradoria-geral solicita prisão de candidato presidencial Roberto Sánchez

Procuradoria-geral solicita prisão de candidato presidencial Roberto Sánchez

Acusado de declarações falsas e falsificação de informações eleitorais, o político pode pegar mais de cinco anos de prisão.

A Procuradoria-geral do Ministério Público do Peru solicitou a prisão do candidato presidencial Roberto Sánchez nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, por supostamente ter fornecido informações falsas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) sobre contribuições de campanha entre 2018 e 2020. A medida lança incerteza sobre o futuro do pleito peruano, já que Sánchez ocupa o segundo lugar na apuração, o que o colocaria no segundo turno da eleição e poderia reconfigurar a disputa pela presidência do país.

Com a apuração do primeiro turno ainda em andamento, Sánchez aparece virtualmente garantido na segunda rodada. Em uma disputa acirrada pela terceira colocação com o candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga, os 99,941% dos votos apurados ainda não permitem cravar quem enfrentará Keiko Fujimori no pleito final.

A denúncia contra Sánchez aponta inconsistências nos relatórios financeiros do partido do líder de esquerda, Juntos pelo Peru, durante as campanhas para eleições regionais e municipais das quais ele participou. Um documento divulgado pela imprensa local, cuja autenticidade foi confirmada à agência AFP pelo Ministério Público, detalha as acusações.

"Roberto Sánchez é acusado dos crimes de prestar declarações falsas em processos administrativos e de falsificar informações sobre contribuições e rendimentos de organizações políticas", afirma a denúncia. A promotoria solicitou uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato e, segundo a mídia local, pediu sua desqualificação como postulante à presidência.

Este caso foi apresentado pela primeira vez aos tribunais em janeiro de 2026, mas o Judiciário o rejeitou parcialmente, pedindo aos promotores que reformulassem a acusação. Uma audiência está agendada para 27 de maio para determinar se o processo seguirá para julgamento ou será arquivado, o que indica que a decisão ainda não é definitiva e cabe avaliação judicial.

De acordo com a acusação, Sánchez teria recebido mais de US$ 57 mil (equivalente a R$ 285 mil) em contribuições de membros do partido para atividades partidárias, valores que não foram devidamente declarados ao ONPE.

Em suas redes sociais, Sánchez se defendeu das acusações. "Há anos tentam espalhar mentiras para me desacreditar politicamente. Os tribunais já rejeitaram as acusações referentes ao suposto uso pessoal de fundos partidários, porque nunca houve fraude ou desvio de verbas", declarou o político.

A situação eleitoral permanece tensa. Sánchez, com 12%, e López Aliaga, com 11,9%, estão quase empatados na corrida pela vaga no segundo turno, em uma apuração que avança lentamente em meio a acusações de irregularidades nas eleições de 12 de abril. Keiko Fujimori, por sua vez, lidera o primeiro turno com 17,1% dos votos.

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