ABUSO NO CONSUMO

Procon suspende cobranças de faturas após disparada nos valores da RGE

Conta de energia elétrica com valor elevado sendo segurada por um consumidor
Consumidor recebeu conta de luz com valor acima de R$ 2,2 mil no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

Moradores de Passo Fundo relatam contas que triplicaram de preço. Ministério Público será acionado para investigar possíveis irregularidades.

O Procon suspendeu temporariamente o pagamento de pelo menos sete faturas de energia elétrica após receber diversas reclamações de moradores sobre cobranças excessivas. A medida, tomada pelo órgão de defesa do consumidor, visa apurar o motivo de contas terem triplicado de valor em um curto período, impactando o orçamento doméstico das famílias.

Relatos de consumidores, que buscam por justiça financeira, apontam discrepâncias significativas entre o consumo registrado e o montante cobrado. O empresário Willian Ruan Moraes, por exemplo, viu sua fatura saltar de R$ 201 em junho para R$ 759 em julho. Apesar de ter painéis fotovoltaicos, ele encontrou inconsistências semelhantes em outros seis endereços de sua família.

Situação semelhante vive a comerciante Ana Clara Andrade de Oliveira, que recebeu uma cobrança de R$ 2.207, valor muito superior aos R$ 751 registrados anteriormente. Diante da impossibilidade de arcar com o custo, ela aguarda um posicionamento da empresa. A manicure Jenifer Bueno dos Santos também busca soluções após sua conta subir para R$ 954.

A situação é acompanhada de perto pelo Balcão do Consumidor da Universidade de Passo Fundo (UPF). Segundo o coordenador Rogerio da Silva, o caso possui características de uma demanda coletiva, o que motivará o envio de um relatório ao Ministério Público para avaliar a abertura de um inquérito. Em apenas um dia, o órgão atendeu 17 consumidores presencialmente.

O Grupo CPFL, controlador da RGE, justificou que o aumento é resultado do reajuste tarifário anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que entrou em vigor em 19 de junho com um índice de 14,98%, somado ao maior uso de aparelhos de aquecimento durante o inverno. A empresa informou que os clientes podem solicitar uma releitura do consumo nas agências físicas.

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