BOLSO APERTADO

Preços de combustíveis disparam no RN após reajuste da Brava Energia

Homem abastecendo carro em posto de gasolina, com o valor do combustível em destaque na bomba.
Preços nas bombas de combustíveis sofrem novo aumento no Rio Grande do Norte.

Aumento de até 75,15% no diesel e 60,15% na gasolina acumula em três meses, impactando fretes e custo de vida desde 30 de abril de 2026.

A Brava Energia, operadora da Refinaria Clara Camarão, anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, um novo e significativo reajuste nos preços da gasolina e do diesel no Rio Grande do Norte. A decisão, que reflete a contínua instabilidade do mercado, impacta diretamente o orçamento dos potiguares, acumulando em menos de três meses aumentos que chegam a 75% e elevando o custo de vida em todo o estado.

Este movimento interrompe um breve período de estabilidade e pequenas baixas, reforçando a volatilidade nos postos de combustíveis locais.

Para a gasolina A, o reajuste na saída da refinaria foi de R$ 0,25 por litro, elevando o valor de R$ 3,77 para R$ 4,02. Desde fevereiro, este combustível já acumula uma alta expressiva de R$ 1,51, o equivalente a um choque de 60,15% no bolso dos consumidores.

O diesel, contudo, registrou as maiores escaladas. A modalidade EXA teve seu preço ajustado de R$ 5,24 para R$ 5,56, somando um aumento acumulado de R$ 2,28, ou 69,51%, desde o início de fevereiro. O diesel LCT, por sua vez, viu o valor saltar de R$ 5,25 para R$ 5,78 por litro, alcançando uma elevação total de R$ 2,48, o que representa um assustador acréscimo de 75,15% no mesmo período.

É crucial ressaltar que estes valores referem-se aos preços na saída da refinaria. Até chegarem às bombas, outros custos são adicionados, como transporte, impostos e as margens de lucro dos postos. Isso significa que o impacto final para o motorista e para as famílias será ainda mais severo.

O aumento do diesel gera um efeito cascata imediato: encarece o frete e, consequentemente, impulsiona os preços de praticamente todos os produtos e serviços. Na prática, este reajuste se traduz em um custo de vida mais alto, pressionando o orçamento familiar e diminuindo o poder de compra da população, que já enfrenta um cenário econômico desafiador.

Especialistas do setor alertam que a frequente oscilação nos preços dos combustíveis, observada desde fevereiro, pode persistir, exigindo dos consumidores uma adaptação constante a um cenário de incerteza econômica.

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