DESACELERAÇÃO DE PREÇOS

Preços ao produtor no Brasil caem em maio após dois meses de alta, informa IBGE

Gráfico mostrando a variação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) no Brasil.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados sobre a variação de preços na indústria.

Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,30% no mês, impactado pela queda em alimentos e bebidas. Acumulado em 12 meses ainda é positivo.

Os preços ao produtor no Brasil apresentaram uma desaceleração em maio, revertendo a tendência de alta observada nos dois meses anteriores. A decisão, informada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira, 30/06/2026, reflete o impacto de diferentes setores na economia. Essa queda é relevante pois sinaliza um possível alívio para os custos de produção das empresas e, potencialmente, para o bolso do consumidor a médio prazo.

O IPP (Índice de Preços ao Produtor) registrou um recuo de 0,30% em maio. Este resultado contrasta com as altas de 2,62% em abril e 2,28% em março. Apesar do recuo mensal, a variação acumulada em 12 meses permanece em 1,99%, indicando uma tendência inflacionária ainda presente no longo prazo.

A análise do IBGE abrangeu 24 atividades industriais, e a queda nos preços foi observada em sete delas. As variações mais significativas, no entanto, foram registradas nas indústrias extrativas, com recuo de 5,90%. Em contrapartida, os setores de borracha e plástico (4,80%), madeira (3,08%) e outros produtos químicos (2,14%) apresentaram elevações.

O setor de alimentos e bebidas, que possui o maior peso na composição do índice, teve influência negativa de -0,48 ponto percentual no resultado geral de maio. De acordo com Murilo Alvim, gerente da pesquisa no IBGE, a queda de 2,05% no setor foi impulsionada pela redução nos preços do açúcar, acompanhando o avanço da safra da cana-de-açúcar. A fabricação e refino de açúcar, por exemplo, registraram uma queda de 10,38% no mês. O recuo no preço do café, reflexo do período de colheita, também foi um fator de destaque.

Considerando as grandes categorias econômicas, os bens de capital apresentaram uma queda de 0,21%, os bens intermediários recuaram 0,29% e os bens de consumo registraram uma variação negativa de 0,34%.

O IPP é um indicador fundamental que mede a variação dos preços dos produtos na "porta da fábrica", antes da incidência de impostos e fretes. Ele abrange 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, fornecendo uma visão crucial sobre a dinâmica de custos na produção industrial brasileira.

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