PASSAGENS AÉREAS MAIS CARAS

Preço médio das passagens aéreas domésticas sobe 11,2% e atinge R$ 632,53 em maio, aponta Anac

Avião voando no céu durante o dia.
O preço das passagens aéreas domésticas sofreu um aumento de 11,2% em maio de 2026.

Alta de 11,2% em maio comparada a 2025 pressiona o bolso do consumidor, com combustível sendo principal vilão. Mesmo assim, movimento de passageiros cresceu.

Viajar de avião dentro do Brasil ficou significativamente mais oneroso. Dados divulgados nesta terça-feira, 30/06/2026, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que o preço médio das passagens aéreas domésticas alcançou R$ 632,53 em maio de 2026. Este valor representa um aumento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando a tarifa média era de R$ 568,96. A decisão de reajustar os preços impacta diretamente o planejamento financeiro de milhares de brasileiros, afetando a liberdade de locomoção e a possibilidade de visitar familiares ou realizar compromissos importantes.

Apesar do expressivo aumento, a Anac informou que a realidade do consumidor ainda apresenta alternativas. Aproximadamente 49,1% de todas as passagens vendidas no período custaram menos de R$ 500. As passagens mais caras, com valor acima de R$ 1.500, representaram uma parcela menor das vendas, correspondendo a 5,4% do total.

Um dos principais fatores que impulsionaram a alta nas tarifas foi o encarecimento do querosene de aviação (QAV). Este insumo é responsável por cerca de 46% dos custos operacionais das companhias aéreas. A variação de preço deste combustível essencial tem um efeito cascata sobre o valor final que o passageiro paga.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o QAV acumulou uma alta de 68,5% nos últimos 12 meses. A situação se agravou entre fevereiro e maio de 2026, período em que o preço do QAV subiu impressionantes 87,3%. Tensões geopolíticas no Oriente Médio foram citadas como um dos fatores que pressionaram essa escalada de preços.

Movimento nos aeroportos cresce apesar dos custos

Surpreendentemente, mesmo com o aumento das passagens, o transporte aéreo registrou um crescimento no número de passageiros. Em maio de 2026, as companhias aéreas transportaram 8,319 milhões de pessoas em voos domésticos, representando um aumento de 1,9% em comparação com maio de 2025. Esse avanço demonstra a resiliência da demanda e a importância do modal aéreo para a conectividade do país.

Latam e Gol foram as principais responsáveis pela ampliação do número de passageiros transportados. Em contrapartida, a Azul apresentou a maior retração entre as grandes empresas do setor, com uma queda de 5,9%, o equivalente a cerca de 148 mil passageiros a menos em relação a maio de 2025. A dinâmica entre as empresas reflete estratégias de mercado e ajustes de rota em resposta às condições econômicas.

É importante ressaltar que os dados da Anac englobam apenas o valor da tarifa aérea informado pelas companhias no ato da venda. Taxas aeroportuárias e outras cobranças adicionais não estão incluídas nesses cálculos, o que significa que o custo final para o consumidor pode ser ainda maior.

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