CRIME ORGANIZADO

Polícias Civis prendem homem que planejava matar delegado do RN

Homem algemado, suspeito de planejar atentado, sendo escoltado por policiais civis.
Suspeito de planejar atentado contra delegado é capturado em Pernambuco durante a Operação "Contra-Ataque". Foto: Polícia Civil.

Operação “Contra-Ataque” captura foragido em Paulista, Pernambuco, envolvido em plano contra delegado Luciano Augusto.

As Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, em uma ação conjunta de alto impacto, capturaram nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, um homem considerado foragido da Justiça e de alta periculosidade. A prisão, realizada em Paulista, Pernambuco, representa um duro golpe contra a impunidade do crime organizado, protegendo a vida de um servidor público e reforçando a segurança da sociedade. Ele é apontado como um dos responsáveis pelo planejamento de um atentado contra um delegado potiguar e envolvido em uma vasta rede de tráfico interestadual de drogas e armas.

A operação, batizada de “Contra-Ataque”, mira a desarticulação de uma organização criminosa que, além de comandar o tráfico de entorpecentes e armamentos, arquitetava a execução do delegado Luciano Augusto, titular da 85ª Delegacia de Polícia Civil de João Câmara. O atentado seria uma retaliação às incessantes operações policiais que vinham causando grandes prejuízos à facção na região.

As investigações revelam que o homem preso atuava como fornecedor de entorpecentes em larga escala para o Rio Grande do Norte, integrando uma complexa rede criminosa que abrange lavagem de dinheiro e crimes violentos. Ele teria participado diretamente do planejamento do ataque, sendo responsável por viabilizar armamento de grosso calibre para a ação. Com dois mandados de prisão em aberto, o suspeito estava escondido em Pernambuco e agora se encontra no sistema prisional, à disposição da Justiça.

O inquérito sobre o plano de atentado já foi concluído e remetido ao Judiciário. O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou o capturado e outros sete investigados, incluindo uma advogada, por envolvimento na organização criminosa e na preparação do ataque.

Advogada teria transmitido ordens para atentado

A denúncia do Ministério Público detalha que a advogada teria atuado como intermediária, transmitindo ordens de um líder da facção, que já está preso, para que o delegado Luciano Augusto fosse executado. Ela utilizava as visitas ao sistema prisional como meio para repassar as orientações aos integrantes da organização em liberdade.

As apurações apontam que a facção, ligada ao chamado Sindicato do Crime, domina o tráfico de drogas e controla territórios em municípios como João Câmara e Caiçara do Norte. Provas cruciais foram obtidas a partir da análise de celulares apreendidos, que continham mensagens detalhando o funcionamento do grupo e o planejamento minucioso do crime.

O Ministério Público ainda revelou que os criminosos buscavam adquirir armas de alto poder de destruição, como fuzis, para concretizar o atentado. Registros encontrados nos aparelhos também mostravam imagens de armamentos, munições e grandes quantidades de drogas prontas para distribuição, evidenciando o poderio e a brutalidade do grupo.

Em depoimento ao Ministério Público, o delegado Luciano Augusto confirmou que o plano de execução foi motivado pelos prejuízos que suas operações policiais haviam causado à organização criminosa. Após a descoberta da trama, o líder da facção e um de seus irmãos foram transferidos para o sistema penitenciário federal, um movimento que visava desarticular ainda mais a cúpula do grupo criminoso.

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