VIOLÊNCIA INACEITÁVEL

Polícia prende guarda por feminicídio em Lajeado Novo

Guarda municipal é preso suspeito de matar esposa em Lajeado Novo
Raimundo Félix Machado foi preso suspeito de matar a esposa, Idvânia Félix Moraes Souza, de 49 anos.

Raimundo Félix Machado, de Lajeado Novo, é detido por morte da esposa, Idvânia Félix Moraes Souza, de 49 anos. Crime ocorreu após histórico de agressões.

A Polícia Civil do Maranhão prendeu o guarda municipal Raimundo Félix Machado na noite de 17 de maio de 2026, suspeito de assassinar sua esposa, Idvânia Félix Moraes Souza, de 49 anos, em Lajeado Novo. A ação, que contou com o apoio da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e do Centro Tático Aéreo (CTA), responde à gravidade de um crime investigado como feminicídio, motivado por indícios de agressões prévias contra a vítima. Esta prisão representa um passo crucial na busca por justiça para Idvânia e serve como um alerta contundente contra a violência de gênero que afeta a dignidade e a segurança de tantas mulheres.

O crime chocante ocorreu por volta das 15h de 16 de maio de 2026, no estabelecimento farmacêutico do casal, localizado bem ao lado da residência onde moravam, no coração de Lajeado Novo. De acordo com relatos de vizinhos, disparos de arma de fogo foram ouvidos no local. Em um ato de desespero, Raimundo teria rapidamente fechado as portas da farmácia e da casa antes de empreender fuga em seu veículo. Quando as autoridades policiais chegaram, encontraram Idvânia caída em casa, com ferimentos fatais causados por tiros.

Após o brutal assassinato, as equipes da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e da Delegacia da Mulher de Porto Franco mobilizaram-se imediatamente, iniciando uma intensa operação de buscas que se estendeu por mais de 24 horas. O Centro Tático Aéreo (CTA) prestou apoio essencial nas diligências. O carro do suspeito foi localizado abandonado em uma área de mata ainda no domingo, 17 de maio, porém, Raimundo não se encontrava no local.

A persistência das investigações levou a um desfecho na noite de 17 de maio de 2026. No fim da tarde, o delegado regional e a delegada da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Porto Franco estabeleceram contato com o advogado do guarda municipal. Foi o defensor quem, finalmente, indicou o esconderijo de Raimundo Félix Machado na zona rural de Ribeirãozinho do Maranhão, possibilitando sua captura.

A prisão de Raimundo Félix Machado foi efetuada mediante um mandado de prisão preventiva, uma medida cautelar que visa garantir a ordem pública e a instrução processual, dada a gravidade das acusações e o histórico de violência. Ele foi então conduzido à Delegacia Regional de Imperatriz, onde permanece à disposição da justiça para as devidas providências legais. A investigação continua em andamento para a completa elucidação do caso e para que a responsabilidade seja devidamente apurada.

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