DECISÃO JUDICIAL GRAVE
Justiça da Bolívia decreta prisão de Fernando Cerimedo por tentativa de feminicídio
O marqueteiro, aliado de Javier Milei e da família Bolsonaro, é acusado de ordenar um ataque a tiros contra a companheira grávida em Santa Cruz de la Sierra.
A Justiça da Bolívia decretou a prisão preventiva de Fernando Cerimedo, marqueteiro político com conexões próximas a Jair Bolsonaro e ao presidente da Argentina, Javier Milei. A medida foi oficializada na sexta-feira (21/08), após o acusado ser detido em um aeroporto na cidade de Santa Cruz de la Sierra sob a acusação de tentativa de feminicídio.
O episódio de violência que chocou o país ocorreu na segunda-feira (17/08), quando a companheira de Cerimedo, a advogada Nadia Shirley Beller Delgado, foi alvo de um ataque a tiros dentro de um hotel. Ela sobreviveu ao ser atingida três vezes e fingir estar morta. A vítima, que está grávida, precisou ser internada em uma UTI e recebeu alta médica no sábado (22/08), dando início a um longo processo de recuperação física.
Segundo investigações citadas pelo jornal boliviano El Deber, promotores afirmam que Cerimedo teria comandado o crime remotamente por telefone, pressionando a vítima antes do ataque. O acusado foi detido pelas autoridades locais enquanto tentava deixar a Bolívia via transporte aéreo. O argentino, que também é investigado por enriquecimento ilícito, cumprirá a preventiva de 180 dias no presídio de Palmasola.
Cerimedo ganhou notoriedade no Brasil após as eleições de 2022, ao ser indiciado pela Polícia Federal (PF) por propagar informações falsas sobre o sistema de votação eletrônica, discurso amplamente difundido por apoiadores de Jair Bolsonaro. Além de sua atuação no cenário brasileiro, ele coordenou a campanha de Javier Milei e mantinha trânsito livre na Casa Rosada. Na Bolívia, o marqueteiro prestava consultoria ao atual presidente, Rodrigo Paz.
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