ATO É PROIBIDO
Polícia legislativa impede exibição de bandeira LGBTQIA+ em gramado do Congresso em dia de celebração
Ativistas foram impedidos de estender a bandeira do Orgulho LGBTQIA+ no gramado em frente ao Congresso Nacional. Grupo promete representação por obstrução de ato pacífico.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Na domingo, 28/06/2026, Dia do Orgulho LGBTQIA+, ativistas tiveram sua manifestação pacífica impedida por policiais legislativos da Câmara dos Deputados. Eles foram proibidos de estender uma bandeira de aproximadamente 50 metros de comprimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. A decisão, que impede a expressão pública de um movimento social, choca a sociedade e levanta questionamentos sobre a liberdade de manifestação.", "align":"left"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O grupo, composto por cerca de 20 ativistas, chegou ao local antes das 10h com a intenção de realizar um ato pacífico. Assim que a bandeira foi desfraldada, policiais legislativos chegaram em viaturas. Segundo Michel Platini, um dos ativistas, a abordagem policial foi recebida com surpresa e preocupação, mas o grupo se ajoelhou para demonstrar que estava desarmado e não haveria confronto.", "align":"left"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Platini relatou que a bandeira com as cores do arco-íris é um símbolo de representatividade e orgulho para a comunidade LGBTQIA+, especialmente em resposta às violências enfrentadas. Os policiais alegaram falta de autorização para o ato, o que os ativistas contestam, afirmando terem informado a realização do ato com mais de 24 horas de antecedência, conforme garantido pela Constituição para manifestações pacíficas.", "align":"left"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A proibição do ato gerou indignação, especialmente quando comparada com a permissão de manifestações antidemocráticas em 8 de janeiro de 2023, que resultaram em destruição. Para Michel Platini, essa ação configura uma expressão de hostilidade e violência estatal contra a comunidade LGBTQIA+.", "align":"left"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em resposta ao ocorrido, o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, aos quais Platini pertence, pretendem formalizar uma representação na Câmara dos Deputados para solicitar a investigação da conduta dos policiais. Outro ativista presente, o designer Rafael Lira, de 39 anos, expressou o assombro e a confusão causados pela abordagem policial, ressaltando o desejo do grupo por um ato pacífico em prol da visibilidade da luta da comunidade.", "align":"left"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Ao ser informado sobre o episódio, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, declarou que solicitará explicações sobre a atuação dos policiais legislativos. A reportagem buscou contato com a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados para obter um posicionamento oficial, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.", "align":"left"}}]}
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