INVESTIGAÇÃO ATINGE GRUPO
Polícia Federal desarticula organização criminosa por espionagem em Minas Gerais
Segunda fase da Operação Rejeito mira suspeitos de monitorar autoridades e obter dados sigilosos. Grupo é acusado de lucrar R$ 1,5 bilhão com atividades ilícitas.
{"blocks":[{"key":"6p103","text":"A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de quinta-feira, 18 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Rejeito. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de praticar espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares em Minas Gerais. A decisão de aprofundar as investigações e deflagrar esta nova etapa ressalta a gravidade das condutas apuradas, que afetam a segurança e a privacidade dos cidadãos.","type":"paragraph"},{"key":"2255t","text":"Seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça Federal no estado. As pessoas jurídicas envolvidas nas atividades ilícitas também terão suas operações suspensas. O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaceo), apoia a iniciativa, demonstrando a articulação entre os órgãos de controle para combater o crime.","type":"paragraph"},{"key":"43c6d","text":"As investigações da PF revelaram que a organização criminosa teria contratado uma empresa para realizar atos de espionagem. O objetivo era monitorar indivíduos e obter indevidamente dados pessoais e sensíveis. Essa conduta atenta diretamente contra a dignidade e a privacidade dos alvos, expondo informações íntimas e sigilosas sem qualquer permissão.","type":"paragraph"},{"key":"6p892","text":"Além disso, foram identificadas tentativas de aproximação com autoridades públicas para fins ilícitos e a contratação de operações policiais simuladas, as chamadas "blitze". A organização criminosa também teria buscado acesso indevido a sistemas restritos de órgãos de segurança pública, comprometendo a atuação do Estado e a segurança da informação.","type":"paragraph"},{"key":"3a7e0","text":"Os suspeitos poderão responder por embaraço à investigação de organização criminosa e por violação de sigilos bancário e telefônico. Essas acusações sublinham a natureza grave dos crimes, que buscam subverter a ordem pública e prejudicar investigações legítimas.","type":"paragraph"},{"key":"2v64l","text":"A primeira fase da Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, já havia desarticulado um esquema de concessão fraudulenta de licenças ambientais e favorecimento a empresas mineradoras mediante pagamento de propina. Naquela ocasião, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 79 de busca e apreensão em Minas Gerais, visando combater fraudes em licenças ambientais e a atuação de organização criminosa.","type":"paragraph"},{"key":"4d8h7","text":"Na primeira fase, 17 pessoas foram investigadas, incluindo empresários, um advogado e um delegado da PF. A organização criminosa, atuante há pelo menos cinco anos em Minas Gerais, contava com a participação de servidores da Feam, IEF e Semad, além de outros órgãos ambientais. O grupo também é suspeito de tentar neutralizar ações estatais e obstruir investigações oficiais.","type":"paragraph"},{"key":"1h819","text":"As ações criminosas do grupo renderam, ao menos, um lucro estimado em R$ 1,5 bilhão. Projetos em andamento vinculados à organização possuem um potencial econômico superior a R$ 18 bilhões, indicando a vasta escala das operações ilícitas.","type":"paragraph"},{"key":"7c822","text":"O caso envolvendo o suposto esquema de corrupção em projetos de mineração em Minas Gerais foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação, sob sigilo, será relatada pelo ministro Dias Toffoli. Anteriormente, o TRF-6 pretendia julgar habeas corpus dos investigados, mas os procedimentos foram enviados ao STF devido à menção de autoridade com prerrogativa de foro.","type":"paragraph"},{"key":"9l311","text":"O ministro Dias Toffoli já foi relator de um mandado de segurança impetrado em 2023 por uma mineradora investigada, que buscava retomar atividades após suspensão pelo STJ. A justificativa era a ocorrência de mineração em área tombada da Serra do Curral, negada pela empresa. O pedido foi rejeitado por Toffoli em 2023 e mantido pela Segunda Turma do STF no ano seguinte.","type":"paragraph"},{"key":"5e74c","text":"A investigação aponta que o grupo corrompia servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização ambiental para obter licenças fraudulentas. A CNN deixa o espaço aberto para a defesa dos investigados citados.","type":"paragraph"}],"entityMap":{}}
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