COMBATE AO CRIME

Forças de Segurança buscam chefe de facção escondido no Rio de Janeiro

Foto de José Carlos Ferreira dos Santos, o Zoio de Gato, alvo da Operação Ágio.
O principal alvo da Operação Ágio é José Carlos Ferreira dos Santos, conhecido como "Zoio de Gato". Foto: Reprodução/Redes Sociais

Operação Ágio mira liderança de grupo criminoso e bloqueia 200 contas bancárias para desmantelar estrutura financeira de extorsões.

A liderança de uma facção criminosa, apontada como responsável por uma série de delitos graves, encontra-se escondida no estado do Rio de Janeiro. A decisão de intensificar a caçada ao suspeito foi tomada pelas forças de segurança da Bahia após a deflagração da Operação Ágio, ocorrida na quarta-feira (5), com o objetivo de estancar o fluxo financeiro de uma organização que impõe medo a empresários locais.

O principal alvo da ação é o baiano José Carlos Ferreira dos Santos, conhecido como "Zoio de Gato". O investigado está na condição de foragido desde 2023, período em que rompeu a tornozeleira eletrônica após deixar uma unidade prisional em Pernambuco. A busca pelo paradeiro do suspeito é considerada prioritária para as autoridades, visando encerrar um histórico que envolve homicídios, tráfico de drogas e extorsão.

A operação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), resultou na prisão de 12 pessoas — seis homens e seis mulheres — em bairros como Cosme de Farias, Nordeste de Amaralina, Tancredo Neves e na cidade de Lauro de Freitas. Segundo as investigações, o grupo criminoso exercia um controle violento sobre provedores de internet e revendedores de gás, exigindo pagamentos irregulares para permitir a operação comercial nessas regiões.

Para fragilizar a estrutura operacional da facção, a Justiça determinou o bloqueio de 200 contas bancárias vinculadas aos investigados. O delegado Adriano Lobo Moreira destacou que a estratégia central é sufocar o aporte financeiro do bando, que utilizava a extorsão como ferramenta de pânico e lucro ilícito. A operação, que mobilizou 500 agentes, segue em curso, com as autoridades mantendo diligências ativas para capturar o chefe da organização.

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