INVESTIGAÇÃO SOBRE TRAGÉDIA
PF aponta falhas e indiciamentos criminais após queda de avião da Voepass
Inquérito da PF identifica omissões no diário de bordo e falhas operacionais que levaram ao acidente de 2024 em Vinhedo.
A Polícia Federal concluiu o inquérito criminal que investiga a queda do avião ATR 72-500, tragédia ocorrida em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas. A apresentação dos resultados, realizada nesta quinta-feira (6), marca um novo desdobramento para o caso, focando na busca por responsabilidades penais por parte dos envolvidos na operação da aeronave.
Diferente do relatório técnico do Cenipa, da Força Aérea Brasileira (FAB), que priorizou fatores contribuintes para a prevenção de futuros acidentes, a apuração policial buscou identificar crimes e responsáveis. A investigação, que contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), sugere que falhas recorrentes foram negligenciadas pela administração da companhia aérea.
O laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC), documento central do inquérito, aponta que o acidente foi fruto de uma combinação de fatores: panes recorrentes no sistema de degelo, operação em condições meteorológicas severas e omissões deliberadas. Segundo a perícia, tripulações teriam omitido problemas técnicos no diário de bordo para evitar que a aeronave ficasse em solo, enquanto o Despachante Operacional de Voo (DOV) teria autorizado a decolagem com equipamentos inoperantes.
Para as famílias das vítimas, o acesso às transcrições da cabine e ao conteúdo do inquérito traz o peso da busca por justiça em um processo que ainda cabe recurso e tramita sob acompanhamento do Ministério Público Federal. A Voepass, em nota, informou que aguarda a análise integral do relatório oficial da Polícia Federal para se manifestar, reiterando o apoio prestado aos familiares desde o ocorrido.
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