COMBATE AO CRIME

Polícia Federal busca destravar iPad de sócio de MC Poze para avançar em investigação

Foto de MC Poze chegando para prestar depoimento em unidade policial.
PF mira iPad de operador do MC Poze em busca de provas

Equipes técnicas da Polícia Federal enfrentam desafios para acessar dados cruciais armazenados em dispositivo apreendido durante a Operação Narco Fluxo.

A Polícia Federal (PF) intensificou o trabalho de perícia digital sobre dispositivos eletrônicos apreendidos no âmbito da Operação Narco Fluxo, com foco estratégico no conteúdo armazenado em um iPad pertencente a Ellyton Feitosa, sócio do cantor MC Poze do Rodo. A decisão de persistir no desbloqueio do aparelho foi formalizada nesta segunda-feira, 13/07/2026, visando esclarecer a dinâmica de movimentações financeiras apontadas pela investigação.

A necessidade de acessar o dispositivo reside na suspeita de que o empresário operava como um elo central na gestão de recursos ilícitos. Conforme os autos da apuração, o dispositivo conteria evidências cruciais sobre a suposta lavagem de capitais oriundos do tráfico internacional, dissimulados através de transações de casas de apostas.

A extração dos dados é considerada indispensável para a instrução do processo, que ainda cabe recurso e depende da robustez probatória. Atualmente, os peritos enfrentam uma barreira técnica: a incompatibilidade entre as ferramentas de descriptografia disponíveis e a versão do sistema operacional presente no tablet. Como Ellyton Feitosa optou por não fornecer a senha de acesso, a PF segue buscando alternativas tecnológicas para contornar a segurança do equipamento.

O impacto desta investigação transcende o meio artístico, tocando na integridade da fiscalização financeira nacional. O suposto esquema, que teria movimentado R$ 1,6 milhão, envolveu transferências milionárias entre empresas ligadas a figuras públicas, como a RSS Produção, de MC Ryan SP, e a Tá Jogado Pretão, de Daniel Alves Nascimento, conhecido como Danielzinho Grau. A Operação Narco Fluxo, deflagrada em abril de 2026, culminou na prisão temporária de diversos investigados, incluindo o proprietário da Choquei, Raphael Sousa Oliveira, sendo que todos os envolvidos foram posteriormente liberados mediante decisão judicial.

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