JÚRI EM DEBATE

Defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra solicita laudo de sanidade mental antes do Júri

Foto de Carlos Alberto Gomes Bezerra em destaque sobre a cobertura do Tribunal do Júri.
Defesa pede avaliação psiquiátrica de Carlos Alberto Gomes Bezerra antes do júri - Foto: Divulgação

Advogados alegam transtorno de ciúme mórbido e buscam suspensão das atividades judiciais; julgamento está agendado para 31 de julho.

A defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado do assassinato de Thays Machado e Adriano Balbinote, protocolou um novo pedido à Justiça solicitando a realização de um incidente de insanidade mental. A solicitação, apresentada nesta quinta-feira (24), busca que uma perícia oficial avalie o estado psiquiátrico do réu antes da sessão do Tribunal do Júri, remarcada para o dia 31 de julho.

O argumento central dos advogados baseia-se na hipótese diagnóstica de "transtorno delirante persistente", tecnicamente definido como ciúme mórbido. Em coletiva realizada na mesma data, o psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro explicou que a condição pode levar a uma percepção distorcida da realidade, resultando em comportamentos agressivos. A defesa defende que a ausência de um laudo pericial oficial fere o direito à ampla defesa, conforme preconiza o artigo 149 do Código de Processo Penal.

O pedido de avaliação é um desdobramento das recentes movimentações processuais. Na terça-feira (21), a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira suspendeu o julgamento após os advogados alegarem falta de acesso integral aos autos. Além da perícia, a defesa aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e protocolou uma exceção de suspeição contra a magistrada responsável, alegando que o prosseguimento do rito antes da análise destes recursos pode comprometer o processo.

Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, permanece preso. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi cometido por motivo torpe e premeditado. O caso, que chocou a sociedade pela violência aplicada em área urbana, é acompanhado de perto por familiares e entidades de proteção à mulher, reforçando a importância do rito jurídico para a garantia da dignidade e da justiça.

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