FRAUDE E ESTELIONATO

Polícia Civil do Paraná indicia mulher que fingiu ser criança por estelionato

Imagem ilustrativa do caso de fraude envolvendo falsa identidade.
Investigação da Polícia Civil do Paraná aponta reincidência de golpes aplicados pela suspeita.

Suspeita, que já havia sido presa por fingir ser adolescente em Joinville, é acusada de aplicar golpes em grupo de oração em Colombo.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, na sexta-feira, 10/07/2026, Amanda Maria Souza da Oliveira por crime de estelionato. A decisão fundamenta-se em investigações que apontam o uso de narrativas fraudulentas para obter vantagens financeiras de fiéis em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde a mulher teria alegado sofrer de câncer terminal no ano de 2021.

O caso, que agora segue para análise da Justiça do Paraná, revela a reincidência de condutas ilícitas da investigada. A apuração ganhou notoriedade após a PCSC confirmar, em 02/06/2026, que a suspeita, de 37 anos, manipulava famílias ao fingir ter 12 anos. Utilizando o nome falso de “Gabriele”, ela alegava ser vítima de violência no Pará para conseguir abrigo e sustento.

O impacto na vida das famílias acolhedoras foi profundo. Durante 14 meses, os moradores de Joinville (SC) acreditaram estar protegendo uma criança, chegando a considerar a formalização de uma adoção e a realizar festas de aniversário. Para manter a farsa, a investigada simulava comportamentos infantilizados, como o uso de mamadeiras e a alteração da voz.

A fraude foi descoberta após um familiar dos acolhedores desconfiar da veracidade dos fatos. O inquérito policial confirmou a identidade real da suspeita e o uso de artifícios psicológicos contra a boa-fé de integrantes de grupos religiosos. A investigada, que negou as acusações em interrogatório recente, segue respondendo pelos crimes de falsa identidade e estelionato.

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