ALERTA DE SAÚDE PÚBLICA

Pico anual de viroses respiratórias lota unidades de saúde; infectologista alerta para vacinação

Pessoas sendo vacinadas contra doenças respiratórias.
Casos de viroses respiratórias atingem pico anual e lotam unidades de saúde. Imagem ilustrativa.

Especialista Luiz Roberto Marinho explica o aumento sazonal de casos e reforça a importância da imunização contra influenza e vírus sincicial respiratório.

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Ele antecipa uma melhora gradual no quadro a partir de agosto: "Espera-se que em agosto a gente tenha já uma maior tranquilidade em relação ao acometimento da população por essas enormes e diversas viroses respiratórias", disse." } }, { "type": "image", "data": { "file": "https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/Vacinacao-agentes-de-seguranca-publica-21-830x468.jpg", "caption": "Casos de viroses respiratórias atingem pico anual e lotam unidades de saúde. Imagem ilustrativa.", "alt_text": "Pessoas sendo vacinadas" } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Marinho destacou a existência de duas vacinas cruciais contra os vírus respiratórios que mais causam quadros graves: a vacina contra a influenza, disponível anualmente para toda a população, e a vacina para o vírus sincicial respiratório (VSR), ainda não amplamente distribuída pelo Ministério da Saúde. "Essa vacina [contra influenza] impede ou pelo menos dificulta a influenza, que é uma das mais frequentes e mais comuns e talvez a mais potencialmente grave dessas viroses respiratórias", afirmou." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "A imunização é fundamental para prevenir formas graves da doença que levam a internações em unidades de terapia intensiva (UTI). O VSR, em particular, afeta com maior gravidade crianças menores de dois anos e idosos acima de 65 anos. "Esses grupos populacionais são os que mais são susceptíveis de desenvolver as formas graves", observou o infectologista. Ele alertou, contudo, que o universo de vírus causadores de viroses respiratórias é vasto, com aproximadamente 200 agentes identificados." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O especialista relembrou o histórico de epidemias e pandemias causadas pelo vírus influenza, citando a pandemia de 2009, e a mais recente pandemia de Covid-19, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 entre 2020 e 2022. "A influenza e os vírus pertencentes a essa família conseguem até causar pandemias", pontuou." } }, { "type": "heading", "data": { "text": "Resistência à vacinação e seus efeitos", "level": 3 } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Sobre a resistência à vacinação, mesmo por aqueles que adoeceram após serem vacinados no ano anterior, Marinho esclareceu que a imunização não oferece proteção absoluta. "Dificilmente o paciente anualmente vacinado contra influenza terá a maior gravidade que a doença pode causar, que é a chamada Síndrome da Angústia Respiratória", destacou. Ele manifestou preocupação com a queda na procura pelas campanhas, pois as doses ainda estão disponíveis." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O Brasil já alcançou índices de cobertura vacinal ideais no passado. Atualmente, a influenza continua sendo a principal preocupação devido à sua alta letalidade e capacidade de causar complicações. "Ela é a que mais contribui com casos graves e a que mata mais quando você vai analisar a letalidade de todas essas viroses respiratórias", enfatizou." } }, { "type": "heading", "data": { "text": "Sintomas e sinais de alerta", "level": 3 } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Os sintomas iniciais das viroses respiratórias geralmente se assemelham e afetam as vias aéreas superiores, como febre, dor de garganta, coriza e tosse. A maioria dos pacientes evolui de forma benigna. No entanto, o médico alertou para sinais de alarme que exigem avaliação médica imediata: alterações no estado de consciência e dificuldade respiratória (dispneia). "Na hora que você tem uma dificuldade de respirar, o que a gente chama de dispneia, aquela dificuldade que o paciente faz força para manter a oxigenação dos seus tecidos", explicou, indicando potencial comprometimento pulmonar." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Pacientes com doenças pulmonares crônicas e fumantes são considerados mais vulneráveis. A hidratação reforçada com água, sucos, chás e sopas é recomendada para auxiliar na eliminação de secreções. Para alívio dos sintomas, medicamentos como dipirona e paracetamol podem ser usados." } }, { "type": "heading", "data": { "text": "Vacinação pós-doença", "level": 3 } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Marinho esclareceu a dúvida sobre vacinação após gripe ou resfriado: "Não tem mais febre, já está disposto, com alimentação normalizada, já pode fazer uso dessa vacina", indicou, ressaltando que o ideal é aguardar a recuperação completa." } } ] }

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