CRISE NO PETRÓLEO
Petróleo dispara quase 5% após tensão no estreito de Hormuz
Mercado reage com instabilidade diante do bloqueio estratégico na rota do Oriente Médio; governos dos Estados Unidos e Irã elevam tom sobre soberania do canal.
O preço do petróleo Brent registrou uma valorização de quase 5% nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, impulsionado pelo anúncio da Guarda Revolucionária do Irã sobre o fechamento do estreito de Hormuz. A decisão, que gera preocupações sobre o abastecimento global de energia, impacta diretamente o custo de vida e a estabilidade econômica ao colocar em risco uma rota vital por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
A reação dos investidores, consolidada na abertura dos mercados na Ásia na noite de 12 de julho de 2026, fez o barril do Brent atingir US$ 79,80 durante a madrugada, uma alta de 4,97% em comparação ao encerramento de 10 de julho de 2026. Por volta das 11h15 desta segunda-feira, 13 de julho de 2026, o Brent era negociado a US$ 78,64, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,47%, cotado a US$ 73,89.
A tensão diplomática e militar entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo patamar de incerteza. Embora Donald Trump tenha declarado que o estreito de Hormuz permanece aberto, o tráfego marítimo sofreu redução acentuada após ataques a petroleiros. A situação é agravada pela retomada de trocas de disparos entre as duas nações, que comprometem o cessar-fogo estabelecido em abril de 2026.
No campo político, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, defendeu a postura do país em meio à crise, enquanto os Estados Unidos acusam Teerã de agressões a aliados. A soberania sobre o estreito tornou-se o epicentro do impasse, com Donald Trump sinalizando que os Estados Unidos pretendem assumir o controle do tráfego local.
Apesar do agravamento do conflito, que inclui ataques de forças americanas contra infraestruturas militares iranianas, o Irã mantém canais diplomáticos abertos com Qatar, Paquistão e Omã. A eficácia das negociações permanece incerta diante da escalada contínua, mantendo o mercado financeiro em alerta máximo quanto a possíveis interrupções prolongadas no fornecimento global.
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