DECISÃO CRÍTICA

Petrobras ajusta cálculo do gás natural e pode reduzir reajuste de 22% para até 6%

Imagem de dutos de gás natural
Gás natural em Santa Catarina — Foto: SCGás/Divulgação

Nova metodologia da Petrobras limitará a alta do preço do gás vendido a distribuidoras estaduais, impactando o custo para residências e indústrias. O reajuste previsto para 1º de agosto pode cair de 22% para até 6%.

A Petrobras definiu nesta terça-feira, 30/06/2026, um novo mecanismo para calcular o preço do gás natural destinado às distribuidoras estaduais. A decisão, tomada pela companhia, visa mitigar os efeitos da volatilidade dos preços internacionais, com a expectativa de que o reajuste programado para 1º de agosto se limite a um máximo de 6%, abaixo da previsão inicial de 22%. Essa alteração é relevante pois impacta diretamente o custo do gás para milhões de brasileiros, desde o uso doméstico em residências até a operação de indústrias e usinas termelétricas, afetando a dignidade econômica e a previsibilidade orçamentária de famílias e empresas.

O novo cálculo adotará uma faixa de valores para a cotação do petróleo Brent, estabelecendo um piso e um teto para o preço. A intenção é amortecer os aumentos bruscos decorrentes das oscilações do mercado internacional. Em comunicado, a empresa explicou que a medida traz "mais previsibilidade e evitando aumentos bruscos, tendo como contrapartida um piso também temporário, mais longo". O mecanismo, porém, será opcional e exigirá aditivos aos contratos de fornecimento de gás por parte dos clientes.

O aumento inicial de 22% refletia a disparada do petróleo e seus derivados no mercado internacional, intensificada após o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro. A decisão da Petrobras ocorre em um contexto de lançamentos de programas de subvenção governamental para combustíveis, buscando conter a inflação em um ano de eleições presidenciais no Brasil. Vale ressaltar que o reajuste não afeta o preço do botijão de cozinha (GLP).

A precificação final ao consumidor, após o repasse pelas distribuidoras estaduais, é definida pelas agências reguladoras de cada Estado, considerando custos de transporte, margens de comercialização, tributos federais e estaduais, e, no caso do gás natural veicular (GNV), as margens dos postos. A Petrobras não oferece previsão de recurso contra esta decisão. A matéria é baseada em informações da agência Reuters.

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