DESENROLA EM FOCO

Pesquisa Quaest: Apenas 10% dos brasileiros sentem benefício do Novo Desenrola; 69% seguem endividados

Gráfico de pesquisa Quaest sobre intenção de voto.
Pesquisa Quaest aponta cenário eleitoral e percepções sobre programas econômicos.

Novo programa de renegociação de dívidas alcança uma pequena parcela da população, enquanto maioria continua com contas a pagar. Levantamento da Quaest para Genial Investimentos revela percepções.

Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, aponta que apenas 10% dos brasileiros sentem ter sido diretamente beneficiados pelo Novo Desenrola. Paralelamente, o endividamento na população adulta atinge 69%, um quadro que reflete a dificuldade de muitos em equilibrar as finanças.

A nova versão do programa, conhecida como Desenrola 2.0 e relançada no início de maio, tem como objetivo a renegociação de dívidas com descontos e a oferta de condições mais vantajosas. O público-alvo são brasileiros com renda de até cinco salários-mínimos, equivalentes a R$ 8.105. Contudo, os dados da Quaest indicam que a iniciativa ainda não atingiu a maioria dos que poderiam necessitar de auxílio.

A pesquisa detalha que 88% dos entrevistados declararam não ter sido beneficiados pelo programa, enquanto os 10% que se sentiram alcançados representam uma pequena parcela. Outros 2% não souberam opinar.

A percepção sobre o Novo Desenrola 2.0 varia significativamente entre diferentes grupos políticos. Entre os lulistas, 70% consideram a iniciativa uma boa ideia, em contraste com 33% dos bolsonaristas. Eleitores de direita não bolsonaristas mostram um índice de aprovação de 29%, enquanto 73% dos eleitores de esquerda não lulistas veem o programa de forma positiva. Entre os independentes, o apoio atinge 51%.

Endividamento em números

O levantamento também abordou a situação geral do endividamento. Atualmente, 23% das pessoas relatam ter muitas dívidas, o que representa uma redução em relação aos 28% registrados em maio. O percentual de indivíduos com poucas dívidas manteve-se estável, com 46% neste mês contra 45% no período anterior. A parcela da população que declara não ter dívidas subiu de 27% para 30%.

A pesquisa da Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

— Foto: Getty Images

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