PIX EM ALTA

Pesquisa Ipsos-Ipec: 93% aprovam o Pix, e 73% defendem manutenção sem alterações ante pressão dos EUA

Gráfico ou imagem simbólica representando o sistema Pix com alta aprovação.
Aprovação massiva do Pix é confirmada em nova pesquisa.

Levantamento do Ipsos-Ipec mostra forte aprovação do sistema de pagamentos instantâneos. A maioria dos entrevistados se opõe a mudanças exigidas pelo governo dos Estados Unidos.

A esmagadora maioria dos brasileiros mantém alta confiança no Pix. Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos-Ipec nesta sexta-feira, 26/06/2026, revela que 93% dos entrevistados aprovam o sistema de pagamentos instantâneos. Desses, 73% defendem que o Pix seja mantido como está, sem qualquer interferência estrangeira, mesmo diante de pressões diplomáticas. O levantamento reflete o impacto positivo da ferramenta no cotidiano e a percepção pública sobre sua importância para a economia nacional.

O estudo, que ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre 13 e 17 de junho, avaliou a percepção e o engajamento dos brasileiros com a plataforma desenvolvida pelo Banco Central. Os resultados apontam que 82% dos participantes utilizam o Pix regularmente para realizar transferências e pagamentos, evidenciando sua consolidação como um meio de transação essencial.

A sondagem também abordou a recente investigação dos Estados Unidos contra o Brasil, especificamente em relação a possíveis taxações sobre produtos brasileiros, alegando que o Pix prejudica empresas americanas de meios de pagamento. Diante desse cenário, o Ipsos-Ipec questionou a postura ideal do governo brasileiro.

As respostas indicam uma forte resistência a concessões: 73% concordam que o Pix deve ser mantido exatamente como está, sem interferência externa. Outros 19% acreditam que pequenas adaptações poderiam ser feitas para evitar conflitos com os EUA. Apenas 8% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa também traçou um perfil dos entrevistados que defendem adaptações. Entre os que acreditam que o Pix deveria sofrer mudanças para amenizar atritos diplomáticos, 21% declararam ter votado em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das últimas eleições. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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