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Pesquisa Atlas revela queda de Flávio Bolsonaro em debate na CNN
Comentaristas da CNN debatem o impacto da queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após revelação de áudio e possíveis desdobramentos.
O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e a ex-senadora e jornalista Ana Amélia Lemos debateram, nesta quarta-feira, 20/05/2026, em O Grande Debate, sobre a pesquisa Atlas: Desgaste de Flávio é momentâneo ou consolidado? A discussão ocorreu após a divulgação de um novo levantamento que aponta uma expressiva queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na terça-feira, 19 de maio de 2026, ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio. O levantamento indicou Flávio Bolsonaro com 41,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 48,9% de Luiz Inácio Lula da Silva. O índice de eleitores que votariam em branco, nulo ou que não souberam responder saltou de 4,7% para 9,3%.
Este é o primeiro levantamento divulgado desde a revelação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede o financiamento de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março de 2026, Flávio Bolsonaro registrava 47,6% das intenções de voto, índice que subiu ligeiramente para 47,8% em abril antes de cair para 41,8% na edição mais recente. A pesquisa, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, foi realizada com recursos próprios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Desgaste 'brutal' e escândalo em desenvolvimento
José Eduardo Cardozo avaliou o recuo nas pesquisas como o início de uma queda mais profunda, descrevendo-o como um 'desgaste brutal'. Ele destacou que o escândalo envolvendo o financiamento do filme e possíveis encontros de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, mesmo após a prisão deste, ainda está em desenvolvimento, com novos fatos surgindo a cada dia. Cardozo apontou questionamentos sobre o uso de emendas parlamentares via ONG para uma produtora não registrada no Brasil, prevendo que o caso pode 'tomar corpo brutalmente'. Ele argumentou que a retirada da candidatura seria uma 'confissão de culpa', mas mantê-la prejudicaria a unificação da extrema-direita.
Ausência de um plano B consolidado
Ana Amélia Lemos corroborou a gravidade do cenário, assinalando que a crise surpreendeu a direita brasileira e que não há um plano B consolidado. Ela mencionou que Tarcísio de Freitas não pediu a desincompatibilização do cargo de governador de São Paulo, o que teria sido uma via de saída. A jornalista também ponderou que Michelle Bolsonaro, vista por alguns como uma alternativa forte, não seria aceita pelo clã Bolsonaro. A perda de seis pontos percentuais em uma semana, segundo Lemos, reflete um cenário de indefinição que favorece Lula no momento. Ela considerou que a possibilidade de instalar uma CPMI para investigar o caso tem eficácia de 'resultado duvidoso' devido ao tempo escasso até a eleição, restando 19 semanas para a busca de provas ou uma defesa mais convincente.
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